10 de setembro de 2013

O Poder do Som

"A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende" Arthur Schopenhauer

Uma das principais portas da percepção humana sem dúvida são os sentidos, por meio deles podemos descobrir e perceber o mundo que esta a nossa volta, para só então podermos entender um pouco sobre a maneira como as coisas interagem. Sentidos estes que muitas vezes nos fazem perceber e vivenciar coisas que estão muito além da nossa compreensão.

Ao total podemos afirmar que possuímos cinco sentidos, para alguns cientistas seriam seis, mas a maneira como percebemos e definimos o mundo corrobora somente este quinteto como ferramenta humana da percepção, todos estes sentidos são de extrema importância, porem dentre eles temos um bastante essencial a evolução e sobrevivência: a audição, este é o sentido pelo qual percebemos o som.

Som é uma palavra originada do latim "sonitus" (que é o particípio passado do verbo "sonare", "soar, fazer som"). Uma palavra que a muitos soa com diferentes sentidos, a alguns uma simples vibração a outros a fonte criadora de tudo e edificadora de toda a matéria. Neste ponto até mesmo a ciência parece entrar em sintonia (ou sinfonia) com a religião, já que para muitos Deus criou o mundo por meio da palavra, e a palavra em si é uma vibração sonora, vibração esta que passou a ser aceita como parte principal da formação da matéria, assim como vemos no estudo físico da Teoria das Cordas.

Sabemos que a teoria da relatividade e a mecânica quântica foram as duas mais importantes teorias produzidas no século passado, só que havia um problema; a incompatibilidade entre ambas, já que a teoria da relatividade explicava tudo o que era maior que um átomo enquanto que por sua vez a mecânica quântica tentava explicar o misterioso mundo interior das partículas subatômicas. Tudo dava certo até ser necessário combinar as duas teorias para explicar por exemplo a singularidade da energia infinita presente no interior de um buraco negro, neste momento ficava claro que os pesquisadores simplesmente não conseguiam combiná-las.

Vibração das cordas seria responsável por  diversidade de
partículas no universo.
Algum tempo depois os cientistas descobriram que um átomo não era indivisível, pois era composto por outras partículas muito menores que foram denominadas elétrons, prótons e nêutrons. Possibilitando posteriormente o surgimento da Teoria das Cordas que afirmava que essas partículas também não eram indivisíveis, já que estas também poderiam ser divididas em pequenos filamentos, denominados cordas, definindo assim o nome da teoria. Partindo deste pensamento, formulou-se que o universo inteiro seria formado por pequenas cordas, que conforme seu comprimento e vibração criariam e definiriam a característica de uma partícula subatômica, explicando porque há uma diversidade tão grande de partículas no universo. Pense bem, se tudo é composto por átomos, por que existem tantas coisas diferentes no universo? A explicação seria, a vibração diferente de cada um.

A vibração não é somente percebida por nossa audição, mas também pelo nosso tato, pela visão, e por outros sentidos podendo ir muito alem do que imaginamos.

Um exemplo simples de que o som pode modificar a matéria esta no efeito conhecido como placa de Chladni. Este efeito foi descoberto no século XVII quando o físico Ernst Chladni, pôs farinha sobre uma placa de metal e utilizou um arco de violino para produzir  assim uma determinada frequência, fazendo surgir sobre a placa de metal uma forma geométrica, que se modificava de acordo com a vibração.



Pontos riscados de umbanda
Notem que o som carrega uma vibração, esta que por sua vez pode gerar alguma forma geométrica ou em grosso modo, modificar a matéria. Lembra-se dos antigos símbolos geométricos utilizados por alguns ocultistas para invocar certos espíritos ou entidades?

Sempre em alguns rituais de invocação percebemos que existem símbolos geométricos desenhados no chão, onde que possivelmente surgiria um espírito ou uma entidade, assim como os ilustrados no livro da goétia ou em algumas correntes religiosas como a umbanda, que possuem os tais pontos riscados.

O simbolo representaria na verdade a vibração de tal ser, e a forma que seria gerado o simbolo seria produzida pela vibração obtida ao ser mencionado seu nome, ou a sonoridade que ele carrega, já que grande parte dos sons não podem ser reproduzidos por nossas cordas vocais. É Impossível definir a linha que divide o natural do sobrenatural, pois mesmo a teoria das cordas cita a existência de mais 11 universos paralelos. Seriam estas vibrações feitas por meio de invocações ou símbolos geométricos capazes de interligar um universo a outro?

Voltando-nos para o principio criacionista onde Deus por meio da palavra criou o homem, vemos também a presença do sopro divino, onde Deus gerou uma vibração diferente em um composto físico, dando assim vida a um ser inanimado. Outras referencias fortes ligadas ao som são passadas como as muralhas de Jericó que foram derrubadas ao som das trombetas, o próprio Cristo Jesus, que foi a materialização da palavra de Deus, dentre outras referências bíblicas.

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O som pode, não somente, gerar ou modificar a matéria, mas também nossas emoções, quem nunca sentiu-se estimulado por uma música, ou ficou irritado com algum barulho ensurdecedor? Ou então, quem já teve a felicidade de por meio dos famosos mantras, ou orações obter a capacidade de modificar seu estado físico e até mesmo curar alguma enfermidade ou male.

Recentemente temos o exemplo do programa virtual I-doser, que promete gerar efeitos alucinógenos em quem se submeter a alguns de seus sons, já existem até relatos de pessoas que passaram mal após se submeterem a alguns destes sons.

Aproveite! O mundo é uma imensa caixa musical, feche os olhos e ouça o som da vida, sinta em seu ser vibrar a energia do existir.

Esta matéria foi enviada gentilmente para publicação pelo blog FaceNistro

Tenho um livro muito raro na loja que fala sobre música. Preço é um pouco salgado R$ 89,90 mas ele é raro e está em ótimo estado: 

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A música influencia todo processo físico, intelectual e Emocional.

A música harmoniosa acelera o crescimento das plantas, enquanto a música dissonante tolhe o seu desenvolvimento.
Pesquisando o que a .sabedoria antiga afirma sobre os poderes da música, assim como os dados oferecidos pela ciência moderna, David Tame, com este livro, desafia oportunamente a ideia, hoje tão divulgada, de que a música é uma forma de arte imponderável, sem nenhum sentido prático.

Este estudo profundo sobre o lado oculto da música -provavelmente o mais detalhado e completo que já se escreveu — focaliza, entre outros, os seguintes tópicos:

- a música e a moralidade
- a musicoterapia
- o som e a cor
- os aspectos tonais da Revolução Americana
- a música e a magia na China Antiga
- as origens e os efeitos do jazz e dos blues
- os sete raios místicos
- os acordes cósmicos das conjunções planetárias
- a, física do OM
- a música e os Novos Terrmos

Sumário
Agradecimentos  11

Abertura: A Música e Sua Energia  13

A Música é uma Energia
A música como molde para a sociedade — O som, a música e a sabedoria dos antigos — O lado oculto da música - A vibração fundamental - A música e o século XX - A musica e o materialismo

1.  A Sabedoria Antiga: a Música na China
A música e a moralidade - A música e a espiritualidade - O OM na China - A astrologia e os doze tons cósmicos - O som em cima e o som embaixo — O misticismo da música — A música e a magia prática — A música e o T'ai Chi - O conceito do Logos na música chinesa - Dos tempos e dos ciclos; da música e dos modos - O Huang Chung como embasamento da civilização - A busca eterna - Rigidez contra inovação: o dilema crucial — O misticismo da música e do número -Modo = estado de espirito — As origens lendárias da música clássica chinesa — A era histórica - A perda do Logos - O emprego do som na China moderna

2.  O Século XX: A "Nova Música" 
O idealismo da música anterior ao século XX - A revolução da técnica — A revolução para o materialismo - Debussy aponta o - ou um - caminho — O impressionismo contra o expressionismo — Os serialistas - Entram os comandos — Igor Stravinsky - Ballet Méchanique, e depois - A música engaiolada fcaged - Um visitante de Sírio - O espetáculo de B. F. Skinner, ou música para irritar - Novos progressos na arte - A música de computador - A corajosa exploração retroativa — Avaliando a vanguarda - Qual é o propósito da música? - Derrubem Beethoven; derrubem o homem -Poltronas vazias — Tradicionalistas do século XX

3.  Avaliação: A Música, o Homem e a Sociedade
A música e o corpo físico - A música e as plantas: algumas descobertas preliminares - A musica, o espirito e a emoção - A música codificadora — A música comunicadora e multiplicadora de estados de consciência — Os motivos da música — Musicoterapia: o remédio universal? - A música e a estrutura da sociedade - O lado tonal da Revolução Americana.

4.  A Sabedoria Antiga: A Música na índia
OM - A base mística da música e da fala - Música e espiritualidade - O nome e a forma - A música indiana e sua apreciação - O raga - A música e a civilização indianas

5.  O Século XX; O Jazz e os Blues — Sua Natureza e Origem
Os anarquistas tonais através dos séculos - Raízes - Resistência — "Meu pai me embala com um balanço firme" (O conteúdo lírico dos blues,/ - "Chega"o jazz - Os efeitos da música - os produtos do ritmo do jazz: na era do proto-rock - A era moderna - Acerca do rock

6.  Avaliação: A Física do OM
O OM e a unidade dos mitos da criação - "EDeus disse..." O Génese egípcio - O verbo feito come - O Génese agora; — A obra de Emst Chiadni e Hans Jermy - A canção do átomo
—  A extensão vocal do cantor único - O misticismo da cor —  A iminência do verbo - Razões e proporções harmónicas na natureza — Princípios harmónicos na psicologia natural do homem - Para uma grandiosa teoria de campo unificada da física - A astrologia como a música das esferas — A   comitiva dos planetas  - Singularidades infra-sônicas, ultra-sônicas e acústicas - Conclusão.

Apêndice do 6. O Mistério da Coma de Pitágoras   271

Coda: A Sabedoria Antiga Revisitada: O Ponto de Vista Esotérico Moderno      278
Retoma a gnose - Os músicos redescobrem os mundos interiores — CyrilScott, "O pai da música britânica moderna" - Os esotéricos redescobrem a música - A ciência do verbo falado - A ciência do verbo na antiga Inglaterra - O círculo abençoado do A UM

Para Ler e (Ouvir!)   314
Sobre Beethoven - Sobre música de rock - Do Farol Culminante - Da autoria de Cyril Scott - Outros livros úteis

Notas de Referência  320
índice Analítico 327

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