13 de setembro de 2013

Minha História Assombrada: O Espírito das Águas

Esta quem contou foi minha tia, e tenho certeza de se tratar de uma história verdadeira, pois todos que estiveram com ela confirmaram a mesma história.

Ela conta que há muito tempo em uma viagem à Fortaleza (se não me engano a primeira vez que ela foi para cidade), ainda não conhecia o mar e ficou muito empolgada com a possibilidade de conhecê-lo, só que justo neste dia, o mar estava na ressaca e todos a aconselharam a não ir para as águas. A princípio ela concordou, mas como ela tinha dois filhos pequenos e os meninos estavam loucos para conhecer o mar, ela achou que não haveria problemas caso eles ficassem na beira, sem ir muito além da praia.

Saiu sozinha junto às duas crianças e foi tentar ao menos molhar os pés.

Às águas estavam geladas e ela achou incrível o sabor salgado que era lançado ao ar. O problema e que enquanto ela se fascinava com suas novas descobertas, seus dois filhos já estavam muito além da distância que ela acreditava ser segura. E quando ela menos esperava os dois já estavam muito além de onde seus olhos poderiam alcançar.

Ela tentou desesperada e juntou todas as forças para chegar até onde seus filhos estavam, mas apenas conseguia ver a cabeça  dos dois boiando a distância e quanto mais ela fazia força para ir ao seu alcance, mais fácil o mar a jogava de volta a praia.

Foi quando ela menos esperava surgiu um senhor já de uma idade avançada que se prontificou em ajudá-la. Ela conta que ele tinha um dos braços deficiente; mesmo assim não demorou muito para salvar seu caçula. Ele só teve dificuldade em salvar o seu mais velho que estava a muito além de onde o senhor poderia chegar. Ela conta que num ato de desespero clamou, para que os espíritos que havia ali naquele mar ou de pessoas que morreram afogadas pudessem ajudá-la a não perder seu filho. Prometeu que se eles a ajudassem ela acenderia uma vela em sua homenagem.

Não sabe ao certo quanto tempo demorou, mas ela disse que logo após aquele apelo uma onda surgiu e jogou seu filho para bem próximo do senhor que logo em seguida o salvou.

Naquela noite foi um caos. Todos estavam indignados com a atitude irresponsável da minha tia, ninguém podia aceitar tamanha infantilidade, que poderia ter um desfecho trágico.

Depois de muita discussão ela conseguiu dormir, esquecendo-se completamente da tal promessa feita aos espíritos.

Ela disse que não sabe o porquê, mas acordou no meio da noite com uma preocupação tremenda com as roupas que ela havia deixado no varal, ela não soube explicar, mas quando menos percebeu já estava lá fora tirando as roupas.

O quintal era bem espaçoso e o que mais se destacava nele era um pé de bananeira. Já passava da meia-noite e o céu estava nublado, ela disse ter saído descalça e sem querer pisou em uma pedrinha pontiaguda, passou os dedos tentando retirar a pedra inconveniente e quando ela levantou a cabeça viu um rapaz trajando uma sunga de banho, todo sujo de areia. Ele estava com o rosto voltado para o lado oposto, mas quase que imediatamente ele perguntou a ela:

- Onde estão as velas que me prometeu?

Ela disse que na hora mal conseguiu respirar e que mesmo com vontade de cumprir o prometido não conseguia mais comandar as próprias pernas.

Demorou quase uma eternidade, mas ela conseguiu voltar a si e falou mesmo arfante:

- Um... momento... q-q-que irei buscar...

Foi até a cozinha e pegou algumas velas que estavam soltas e foi até os pés do rapaz, ele sempre com o rosto voltado para o lado inverso, fez uma oração rápida esperando que quando abrisse os olhos ele já tivesse desaparecido, mas para sua tristeza quando ela abriu os olhos o jovem ainda estava lá, mas desta vez com a face voltada para ela, e suavemente lhe disse:

Levei muito a sério quando me pedistes para salvar seus filhos, e de todas as almas fui a única que me propus ajuda-la, espero que leve mais a sério aquilo que promete as almas. Não digo apenas a almas desencarnadas, mas todas as almas existentes, principalmente aquelas que estão a nossa volta e que não pertencerão jamais a corpos, mas sim a vida.


E com suavidade sua aparência tornou-se nefeloide e desapareceu.

Ela conta que ele tinha uma aparência jovial e não esboçava raiva apenas desapontamento com a atitude dela.

Logo que ela entrou na casa a sogra dela ficou enfurecida, perguntando o que ela fazia fora de casa àquelas horas.

Ela narrou todo o fato que havia ocorrido e disse que sua sogra acreditou no exato momento, e disse que ela jamais deveria prometer algo a algum espírito e não cumprir. Ela apenas pediu a ela para não contar esta história a sua empregada, Margarida, pois ela era muito supersticiosa e certamente ficaria assustada com a história.

Foram deitar-se somente às quatro da manhã, mesmo assim não conseguia esquecer as palavras do espírito e amanheceu o dia com sua voz na cabeça.

Logo pela manhã foi tomar café da manha, e a empregada da sua sogra a chamou para o canto. Disse que tinha visto algo muito estranho, que durante a noite antes de ir ao banheiro viu passar pelo corredor do seu quarto um rapaz trajando uma sunga preta em direção ao quarto onde minha tia estava. Ela seguiu o rapaz e ficou olhando para ver o que ele iria fazer. Disse que ele passou as mãos nos cabelos de minha tia que logo em seguida levantou-se com um sobressalto indo ao quintal.

Tudo aquilo mexeu muito com minha tia, hoje seus dois filhos estão grandes, um com 26 e outro com 34, depois do ocorrido ela passou a acreditar mais em espíritos, tornou-se uma pessoa muito espiritualizada e tem certeza que aquele rapaz que a ajudou a salvar seus dois filhos até hoje a protege de certa forma.

História assombrada enviada pelo fiel leitor André Oliveira, que agora até site tem, o Facenistro

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