9 de setembro de 2013

Minha História Assombrada: Estrada Deserta, Carona para o Mal

Caros amigos do, há uns 03 anos tive que dirigir de São Paulo até uma cidade do interior de Minas chamada Cariasul, uma cidade que fica a mais ou menos 200 kms de distância. Nessa época eu trabalhava de Faz-Tudo para uma entidade Funerária, e tive que levar uma caixa misteriosa para um determinado endereço até às 22:00 do mesmo dia. O problema é que quando o patrão me mandou fazer isso, já passava das 16 horas.

Perguntei antes o que havia na caixa, e meu chefe disse que não sabia, mas que uma mulher muito esquisita tinha pago muito bem para que a caixa fosse enviada por nós até seu destino em Minas, e que de maneira alguma fosse aberta por ninguém, e inclusive possuía um tipo de lacre, com cadeado e tudo. A caixa era preta, de metal.

Eu cheguei a pensar: "Por que ela simplesmente não enviou pelo correio, sei lá!" Mas acontece que meu chefe, sabendo que eu poderia questionar, ofereceu-me R$1.000,00, calando-me então de qualquer pergunta ou desculpa para não ir.

Pense bem: R$1000.00 só para entregar uma caixa? Tranquilo!... Será??

Liguei em casa, avisei minha mulher e caí na estrada...

A noite ia chegando, e eu já estava cansado, afinal, eu já tinha trabalhado o dia inteiro, mas essa hora extra ia valer a pena... Era o que eu achava.

Quando já tinha rodado uns 100 kms surgiu alguém na estrada pedindo carona. Era um velhinho, então nem pensei duas vezes e parei:

- Para onde o senhor está indo?

Ele respondeu que iria para Belo Horizonte. Eu disse que não iria exatamente para lá, mas que poderia deixá-lo um pouco mais adiante. Ele disse que não havia problema...

Era umas 19 horas e perguntei para o velho que se chamava Almiro, se ele sabia do endereço que eu procurava. Ele afirmou conhecer um atalho, e meus amigos, se eu soubesse o que estava por vir eu NUNCA teria dado carona para aquela "pessoa"...

Quando ele começou a me guiar pelas quebradas no meio das matas percebi que depois de algum tempo, talvez eu não conseguiria mais voltar sozinho, e disse isso para ele que com um sorriso sarcástico respondeu-me que eu nem iria mais voltar, então não deveria me preocupar com isso. Parei o carro na hora e mandei ele sair, e foi nesse momento que descobri que já tinha chegado no destino: Um "cemitério".
Sem que eu tivesse comentado sobre a caixa que estava no porta-malas, ele disse:

- Você tem algo para mim?

Fiquei pasmo! Porque não tenho idéia como ele tinha descoberto sobre a caixa...

Peguei o celular, mas não dava sinal. Ele segurou meu braço e disse para entregar a caixa. Tenho que admitir, o lugar era assustador e estava com vontade de agredir o velho, mas me controlei, apenas o empurrei. Ele acabou caindo no chão, correu para dentro do cemitério que parecia deserto. Me aproximei e percebi que realmente não tinha mais ninguém naquele lugar. Comecei a ouvir muitos barulhos estranhos que vinham lá de dentro e então eu realmente comecei a ficar assustado. Fui até o porta-malas e atirei a maldita caixa contra a entrada do cemitério, num portão de estaca apodrecendo, por onde o velho havia passado. Acreditem se quiser, mas quando a caixa bateu no portão acabou rompendo o lacre e estourou mostrando que dentro dela havia um crânio humano. Aí foi a gota d'água! Corri para dentro do carro e cantei pneu furiosamente.

Até hoje, quando me lembro de meu desespero para fugir daquele lugar, me causa muita angústia. Não sei como consegui, mas depois de uns 40 min encontrei a estrada novamente e acelerei aquele carro no limite.
Fui para casa com o carro da funerária, e quando amanheceu, mesmo sem ter conseguido dormir, levei o veículo para entregá-lo ao chefe com a decisão de pedir as contas do emprego. Quando estacionei o carro e ia saindo tomei um tremendo susto com uma senhora vestida de preto em frente à funerária! Ela perguntou direto, sem ao menos nem se apresentar, se eu "entreguei"...

Nem olhei direito para aquela mulher que possuía aparência de pessoa perturbada. Entrei, falei tudo para o meu chefe, inclusive que nem queria o dinheiro e que não iria mais trabalhar em nenhuma funerária! Quando resolvemos até chamar a polícia, a mulher nem estava mais lá...

Algum tempo depois me encontrei com minha cunhada que coincidentemente é de Minas Gerais, e ela revelou-me que existe na cidade um estranho e antigo caso de que um velho idoso andarilho foi assassinado na Estrada há muito tempo atrás, e que foi enterrado sem a cabeça, pois a mesma nunca foi encontrada.
Não sei se tudo isso foi uma grande coincidência ou não, mas foi uma experiência assustadora e nunca vou esquecê-la por toda minha vida!

Preciso relatar os acontecimentos que vivenciei pouco tempo depois, logo após minha saída da funerária. Realmente eu fiquei por um longo tempo sem saber exatamente o que tinha acontecido naquela noite tenebrosa. Tudo era muito estranho e nada iria mesmo se encaixar, a não ser que eu tivesse a coragem de retornar ao local, me informar melhor, resumindo: fazer uma investigação.

Quase um ano depois, e por coincidência no "mês das bruxas" (outubro), tomei a decisão de que iria em busca de uma resposta para o ocorrido naquele cemitério. Se fosse por curiosidade eu jamais faria isso, mas não era esse o motivo: o problema era que nunca mais tinha conseguido dormir novamente bem, e sempre acordava no meio da madrugada, para ser mais específico às 03:00 hs!

Acordava sempre no meio de um pesadelo onde eu estava correndo sozinho no meio de uma estrada deserta em direção ao cemitério, e na hora de entrar surgiam espectros fantasmagóricos assustadores que impediam minha entrada e me arrastavam para bem longe, enquanto uma voz distante citava meu nome pedindo socorro: era um pedido de agonia e dor..

Às 03:00 eu acordava suando frio e sempre conseguia ouvir uma voz bem de longe, a mesma voz do pesadelo. Quando visitei um padre ele me explicou assuntos como o purgatório, espíritos, etc.
Me cansei dos pesadelos, expliquei para minha esposa (ela também já estava ficando assustada com tudo) e disse que iria pegar o carro, dirigir até aquele cemitério e descobrir o que realmente aconteceu.

Ironicamente peguei a estrada no dia 31 de outubro. Chovia muito naquela tarde e tive que reduzir a velocidade para uns 80 km por hora. Eu não lembrava exatamente o caminho, mas estava disposto a fazer o necessário para encontrar aquele cemitério. Estava determinado.

Com muita dificuldade, embaixo de chuva e enfrentando ruas esburacadas, acabei encontrando o temível cemitério. O lugar era realmente ISOLADO e parecia não ter ninguém por perto. Estava aparentemente abandonado.
Entrei e comecei a andar por lá. Como era previsto, meu celular não dava nenhum sinal. Andei por entre os túmulos observando os detalhes dos falecidos, quando percebi que não havia nenhum morto recente e que a data mais próxima de óbito que encontrei foi ainda no ano de 1896..

Ao longe avistei uma mulher vestida totalmente de preto, e parecia aquela mesma mulher que entregou a caixa na funerária. Ela estava em frente a um túmulo de cabeça baixa. Comecei a me aproximar, e quando ela percebeu que eu estava chegando, olhou-me de lado e subitamente seguiu caminhando adiante. Em cima do túmulo que ela estava em frente se encontrava aquela caixa preta. O mais estranho é que eu estava perto, mas ela dava passos muito mais rápidos que os meus, e por mais que eu tentasse, parecia que não conseguiria alcançá-la. A distância aumentou e numa curva por entre os matos muito altos, que não eram podados há muitos anos, a mulher misteriosamente sumiu.

Me cansei bastante, porém quando me virei tomei o maior susto da minha vida: a mulher surgiu na minha frente, e tamanho foi o susto que caí para trás! Ela disse com muita raiva: "O que faz aqui?"

E desabafei com ela, disse sobre os pesadelos. Perguntei sobre a caixa e qual era o motivo daquilo tudo.

Ela afirmou que o crânio na caixa era de uma pessoa que ali estava enterrada e que aquele espírito nunca iria ficar em paz enquanto seu crânio não fosse enterrado junto ao corpo. O problema é que a pessoa que estava em posse do crânio utilizou o mesmo numa oferenda maldita e a magia negra envolvida nisso tudo era uma das piores que já se ouviu falar. Era tão forte que não daria descanso a alma do senhor Almiro se não fosse por ela intervir nisso, e para acabar de vez precisava enterrar o crânio junto ao corpo.

Perguntei por quê ela mesmo não fez isso, e ela disse que eu iria entender depois, mas que eu precisava imediatamente enterrar o crânio ou algo muito ruim poderia acontecer comigo.

Quando fui em direção à caixa, meu amigo surgiu na minha frente, aquele espectro, o mesmo dos meus pesadelos!

Era em forma de um pequeno tornado escuro e possuía olhos vermelhos, com um cheiro muito forte!!
Comecei a rezar o pai nosso, fechei os olhos e disse em voz alta: "Vá embora em nome de Jesus!! Não tenho medo e vou acabar com tudo isso!"

Peguei a caixa, coloquei-a no chão, dei um fortíssimo chute no portão do túmulo que já estava bastante danificado pelo tempo, entrei de uma só vez, sem pensar, e coloquei o crânio bem no fundo. Pareciam ter duas pessoas enterradas ali. Mas rapidamente subi e acabei escorregando no barro que cercava o lugar, pois a chuva não tinha acabado ainda, e cortei minha perna profundamente num pedaço de ferro enferrujado. Quando subi novamente não havia mais ninguém e a chuva parou de repente. Cortei um pedaço de minha camisa, amarrei na ferida. Quando prestei atenção na lápide do tumulo onde ficam os nomes dos mortos, tive uma assustadora e inexplicável revelação:

Lá estavam as fotos do velho e de sua esposa. Adivinha quem era a esposa do velho...: A mesma mulher de preto. E ambos faleceram há muitos anos atrás. Só tive tempo de dizer: "Descansem em paz!!"

Já estava anoitecendo e precisava ir embora. Me apressei com passos largos, e estava totalmente sujo. O lugar tinha uma presença muito forte e dava muitos calafrios. Consegui sair de lá e quando peguei a estrada tenho certeza de que ví em meu retrovisor um casal bem distante de mãos dadas indo em direção contrária. Acredito que foi um sinal. E desde esse dia nunca mais eu tive nenhum pesadelo.

História assombrada enviada por Emerson Joffre

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