22 de agosto de 2013

Os Violentos Kukukukus e suas Múmias


Os Kukukuku formam um povo de Papua-Nova Guiné que se dedica a restaurar incansavelmente os restos embalsamados de seus antepassados para que aparentem estar sempre com um bom aspecto.

Kukukuku (também conhecidos como Angu ou Änga) é uma tribo pequena que considera a força e o valor, os atributos mais importantes em um homem, levando-os a práticas estranhas que indubitavelmente, não cabem no mundo ocidental. Algumas das mais inusitadas são o sexo homossexual entre adolescentes masculinos e jovens adultos e as felações entre homens, muito valorizadas devido a crença de que o sêmen é capaz de transferir a força e o valor dos mais experientes da tribo.

Nunca se beijam e o contacto físico em público está proibido. Também a violência faz parte da vida cotidiana, não hesitam em lançar mão de contínuos ataques surpresa contra as tribos vizinhas.

Eles exercem também uma violência feroz entre eles mesmos. Negar uma saudação, por exemplo, pode significar a morte com uma paulada. Que tomem nota os mal-educados :)

Aldeia Koke
A aldeia Koke, na província de Morobe, lar destes adoradores dos mortos, está situada a 1.500 metros de altitude e foi descoberta pela antropóloga britânica Beatrice Blackwood. Algumas das múmias mais antigas da tribo já são centenárias e se conservam muito bem, já que continuamente recebem cuidados por parte dos kukukuku. Por exemplo, untam com resina os restos de pele que ficam nos ossos, reduzindo assim a atividade bacteriana e também eliminando o mau cheiro produzido pela descomposição.

Também usam uma planta chamada de kaumaka, que estendem sobre o corpo embalsamado e com tições vermelhos em brasa, eles fundem a erva nos corpos para selar as rachaduras, como se fosse uma cola. A arte de conservação dos kukukuku passa de geração em geração graças às aulas que os idosos dão aos mais jovens, em que usam um porco que é secado e defumado até a perda total da água e da gordura. Quando posteriormente se aplica esta técnica a um cadáver, o processo de defumação pode durar de 2 a 3 meses, dependendo das façanhas do falecido.

Aula em que é usado um porco para demonstrar as técnicas de embalsamento
Os detalhes desse processo secreto, chegaram até nós graças ao missionário protestante, Walter Eidam, que nos anos 1950 conviveu com a tribo, se convertendo assim no primeiro branco em ter acesso, a esse conhecimento ancestral.

As lustrosas múmias, são exibidas em uma espécie de galeria, e todas permanecem semi-sentadas graças à paus que as seguram nesta posição. Ali é onde os indígenas da aldeia Koke vão em procura de conselhos e proteção, como se as múmias fizessem parte de um comitê de sábios apenas envelhecidos.

No entanto, de uns 20 anos para cá, o Governo de Papua tem proibido estas práticas de mumificação por razões higiênicas e os kukukuku estão começando a realizar rituais funerários mais convencionais.

Os Kukukuku untam com resina os restos de pele que ficam nos ossos, reduzindo assim a atividade bacteriana e também eliminando o mau cheiro produzido pela descomposição.
Algumas das múmias tem centenas de anos
Um kukukuku com 2 múmias do seu lado
Os kukukuku pedem conselhos as múmias
As múmias ficam no alto de uma colina e eles descem as mesmas para fazer "reparos"
Múmia com centenas de anos, que vai receber cuidados.
As múmias ficam todas sentadas no topo da montanha, formando um tipo de conselho de anciãos.
Detalhes das múmias, que ficam sentadas, presas por madeira.
Tradução/Adaptação: rusmea.com

Fontes:
- Wikipédia: Angu people
- XatacaCiencia: Los kukukuku: un pueblo que hace algo más que maquillar a sus muertos
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