9 de agosto de 2013

Consequências da Brincadeira do Compasso

Olá, meu nome é Franciele, tenho 19 anos e moro em uma cidade do interior do Paraná chamada Arapongas. Quando eu tinha 14 anos mudei de colégio e conheci uma menina e ficamos muito amigas na época (hoje não somos mais. Vou chama-la de Caroline). Nós nos interessávamos muito por assuntos sobrenaturais.

Um dia nós combinamos de fazer o jogo do compasso para ver se era verdade. No mesmo dia eu fui dormir na casa dela. Então, quando saímos do colégio já fomos direto em uma papelaria comprar um compasso e fomos pra casa dela. Almoçamos e esperamos a mãe dela sair pra trabalhar e fomos na casa de uma amiga dela pra jogar (vou chama-la de Alice), porque ela já estava acostumada a jogar e não se importava em jogar na casa dela.

Chegamos lá e fomos no quarto dela e começamos a jogar. Como Alice não tinha medo, se prontificou em ficar com o dedo encima do compasso. Pedimos permissão para jogar e o compasso apontou para o sim, depois perguntamos "quem está aí?" e o compasso começou a apontar para as letras que formaram o nome Lúcifer.

Ficamos arrepiadas naquele momento, mas não acreditávamos que podia ser ele, porque já tínhamos lido sobre o jogo e dizia que os espíritos podem mentir.

Eu perguntei onde ele estava, e ele respondeu "lado Alice".

Não tinha como ser ela quem estava manipulando o compasso porque ela só estava segurando na pontinha, e compasso só girava quando estava no meio do circulo, quando estava fora, mesmo que tentássemos manipular os movimentos, não dava certo.

Depois fiz uma pergunta idiota só para ter certeza que tinha mesmo alguma coisa mexendo o compasso, então perguntei a cor da calcinha que eu e Caroline estávamos usando pois não tinha como Alice saber. E o espírito acertou. Depois perguntei quem havia hackeado o meu orkut e o espírito apontou para as letras que formavam Michael. Não tinha como ser Alice porque nós nos conhecemos naquele dia, e realmente era verdade porque depois de um tempo eu descobri que foi ele mesmo.

E ficamos lá jogando o dia todo, nem vimos a hora passar. Até que o compasso caiu, depois perguntamos novamente "quem está aí" e não respondia mais, então eu tomei coragem e fiquei com o compasso para ver se mudava alguma coisa. Então eu perguntei "quem está aí" novamente e o compasso foi se mexendo e formou a frase "é melhor parar", e eu perguntei "podemos sair?", e respondeu "não", perguntei outra vez e a resposta continuou sendo não. Então resolvemos sair assim mesmo, depois Caroline e eu fomos embora.

Naquela noite demorei para dormir pois estava com medo, e de repente cai no sono e comecei a sonhar que estava a noite e eu estava em uma rua sem saída e havia um homem de chapéu e capa preta e eu perguntei "quem é você?" e ele respondeu "eu sou o Diabo".

Acordei com um grito e eu estava suada, meu coração batia forte. Minha mãe foi lá ver o que estava acontecendo e eu contei o que havia sonhado, mas não contei sobre  jogo do compasso (até hoje ela não sabe). Então ela colocou o abajurzinho da minha irmã mais nova no meu quarto pra ver se eu conseguia dormir. Não tive mais pesadelos naquela noite.

No outro dia contei pra minha amiga o que estava acontecendo, e ela disse que a gata dela estava estranha, parecia brava, não queria mais ficar no colo dela e arranhou o braço dela forte, parecia que queria machucar mesmo.

A noite fui dormir ainda com o abajur acesso pois ainda tinha medo, e quando pegava no sono acordava assustada, parecia que tinha alguém apertando minhas pernas.

Isso começou a ficar frequente, eu não conseguia dormir direito mais.

Um dia todo mundo saiu e eu fui tomar banho. Depois de um tempinho ouvi alguém arranhando a porta do banheiro, mas eu pensei que era minha irmã que tinha chegado, e ela tinha o costume de me encher o saco quando eu estava no banho, e eu perguntei "Jú é você?" e ninguém respondeu, depois ouvi a TV ligada, então tive certeza que era ela mesmo.

Quando sai do banho, não tinha ninguém em casa e a TV estava ligada! Fiquei com muito medo pois eu tinha tirado a tomada antes de tomar banho.

Fiquei lá fora até meus pais chegarem. Quando minha mãe chegou contei a ela o que aconteceu, e ela estava ficando preocupada, e resolveu conversar com o padre.

O padre deu um sal benzido e disse pra ela fazer um chá com aquele sal e mais umas ervas que não me lembro mais (mas o chá era horrível). E pediu pra ela me dar esse chá nove dias e fazer uma novena. Todos esses dias eu dormi com a minha mãe, ela coitada, não pregava os olhos de preocupação. Na última noite nos nove dias, sonhei com Carolina dizendo pra eu nunca jogar o compasso fora. Deduzi que fosse o compasso, e de manhã, escondida da minha mãe, peguei um martelo e quebrei o compasso e joguei em uma lata vazia da minha rua.

Eu sei que no sonho ela disse pra eu não jogar, mas não fazia sentido, porque o certo é se livrar dele.

Depois disso, passei a dormir tranquilamente no meu quarto, e não aconteceu mais nada comigo!

Relato enviado por Franciele Alves. Envie o seu também!
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