19 de agosto de 2013

Batidas na Porta

Esta história aconteceu em 1995 em minha casa, onde estavam comigo minha mãe, uma amiga dela, meu pai e meu irmão.

Enquanto minha mãe conversava na sala com a amiga dela, eu assistia TV no meu quarto onde meu irmão estava dormindo e meu pai no quarto dele também dormia.

Por volta das 23:30 eu comecei a escutar uma série de três batidas que se repetiam mais ou menos a cada 25 ou 30 segundos, e não me importei muito com isso, pois eu tinha um cachorro grande e desajeitado que ficava no terraço da minha casa e às vezes quando ele estava deitado e batia a cauda, dava pra escutar o barulho aqui em baixo.

Porém, eu me levantei pra ir até a cozinha e percebi que as batidas que eu ouvia vinham da porta que dava acesso entre a cozinha e a área de serviço e achei estranho, pois havia outra porta que pra chegar naquela estaria trancada (porta dos fundos) e achei que alguém havia entrado e estava trancado entre as duas portas e falei com minha mãe sobre isso. Ela me respondeu que deveria ser o cachorro no terraço que estava fazendo o barulho e que eu não ligasse. Desconfiado, eu fiquei bem próximo à porta para tirar a dúvida e não demorou muito eu ouvi as batidas e realmente era na porta. Então eu voltei a falar com minha mãe e ela veio até a cozinha. Realmente as batidas eram na porta. Sem conseguir entender o motivo das batidas, nós começamos a achar que havia alguém trancado na área de serviço e minha mãe destrancou a porta, porém deixou-a encostada.

Quando as batidas recomeçaram, minha mãe abriu a porta e no momento em que ia dar a terceira batida, já não foi mais na porta. Do outro lado da cozinha havia uma janela e foi nesta janela que as batidas continuaram (nota-se que o barulho de batidas em madeira e vidro é totalmente diferente). Então minha mãe abriu a janela e as batidas continuaram só que desta vez no armário da pia da cozinha. Nessa altura, já estávamos pensando se tratar de algum rato e retiramos tudo o que tinha dentro do armário, porém as batidas não paravam. Foi estranho ver o armário vazio e continuar a ouvir as batidas. Neste momento minha mãe falou: “quer saber, se é algum espírito tem comida nas panelas e bebida no bar. Se sirva e vá embora". Disse pra eu ir me deitar e que tentasse dormir!? Como ela achava que eu conseguiria dormir depois de ter presenciado essas coisas?! Enfim, depois de uns 10 minutos as batidas pararam.

Quando eu fui contar o que aconteceu ao meu pai e meu irmão, eles não acreditaram. Minha mãe também nunca tocou no assunto. Quando eu era pequeno, havia um poço no quintal de casa e certa vez acharam um paletó novinho dentro dele, mas ninguém sabia explicar como ele foi parar dentro do poço e isso virou um modo da minha mãe conseguir a minha obediência e do meu irmão, pois quando não queríamos obedecer ela falava que iria chamar o “homem do poço” e resolvia o problema. Talvez seja o homem do poço que resolveu aparecer, pois a muito eu e meu irmão crescemos e deixamos de acreditar nas histórias dele.

Relato enviado por André S. Moura
Fonte: Sobrenatural.Org
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