3 de julho de 2013

Risadas Macabras

Na verdade eu não sei exatamente com o que foi que me encontrei. Aliás, eu e uma amiga minha, a quem vou dar o nome de Mel.

Numa noite de sábado fui dormir na casa da Mel, levei o notebook pra assistirmos filme. Eu ia trabalhar no dia seguinte (domingo) das 8 às 12 hs. e ela iria comigo. Bom, terminamos de assistir o filme lá pelas 2 e não estávamos com sono. Ficamos conversando até 5 horas da manhã, quando acabou a energia. No dia anterior tinha sido anunciado na rádio local que no domingo, na parte da manhã (das 6 às 12) não haveria energia elétrica, devido a manutenções nos postes.

Como eu dizia, lá pelas 5 horas ainda estávamos acordadas quando acabou a energia e ouvimos a mãe e a irmã da Mel conversando e rindo no outro quarto. Ainda comentei: "Devem estar reclamando da gente, Mel, que estamos acordadas até essa hora!"

Todos os cachorros da quadra resolveram latir, parecia que tinham se unido num coral canino universal...
Foi quando ouvi uma risada, horrível, macabra, masculina e não-humana: HAHAHAHA... O som parecia vir de muito longe e ao mesmo tempo do lado de fora do quarto, perto da janela. Era um som abafado e estranho, não era nada normal e deixou uma sensação ruim. Perguntei:

- Mel, você ouviu?

- Ouviu o quê? Só minha mãe e minha irmã rindo no outro quarto!

- Hum...

Deixei pra lá pois pensei que era coisa da minha cabeça e pensei estar vindo lá da rua o som da risada. Mas estava tão perto e tão nítida...

Passado um tempo, ouvimos um estalo e novamente a risada. Dessa vez, a Mel ouviu e ficamos paralisadas! Ela pensou em ligar pra polícia, mas percebemos que a polícia não resolveria o nosso problema. Estávamos tão assustadas que não conseguíamos nem ter uma reação: ao mesmo tempo queríamos sair do quarto, mas sentíamos medo e não sabíamos o que fazer! Eu sentia um forte desejo de levantar e bater naquela parede e gritar, mas a Mel disse que acordaríamos a todos e pensariam que éramos doidas e, realmente tinha razão.

Permanecemos ali, sentadas na cama, com uma sensação horrível no ar, horrível MESMO! Ela me perguntou:

- O que fazemos, Mari?

- Mel, ore, Mel.

Embora eu não acredite em Deus como é retratado na Bíblia, também não sou ateia e cheguei a dizer:

- Minha espiritualidade está sendo questionada.

- Seja lá no que você acredite, Mari, peça ajuda! - respondeu Mel.

Tentei, confesso que tentei, mas me senti confusa e não conseguia sequer tomar uma atitude mental. Ao mesmo tempo me sentia muito mal e com vontade de chorar e Mel tremia mais que vara verde! Ela então se lembrou de um hino e começou a cantar e isso me deu ainda mais vontade de chorar (e olha que não sou do tipo de pessoa que se surpreende ou comove facilmente, mas aquilo me perturbou muito).

De repente, outro estalo, dessa vez no teto do quarto. Resolvemos ir para o quarto onde estavam as outras e descobrimos que lá o quarto estava muito mais fresco: onde estávamos antes tinha ficado quente e abafado! Lá, vimos que as outras duas também não haviam dormido durante toda a noite.

Quando fomos contar o que aconteceu, eu senti como se fosse desmaiar e tive uma crise de choro, disse a elas:

- Seja lá o que for aquilo, não era humano e com certeza, também não era bom.

Óbvio que ninguém mais dormiu aquela noite, embora a mãe e a irmã de Mel tenham achado que ouvimos o vizinho. Eu me pergunto o por quê das pessoas não acreditarem, sabe?

E também gostaria da opinião de vocês, se já aconteceu algo parecido, digam! Por favor, nos ajude a ter idéia do que era aquilo e por que fez aquilo conosco. Quais seriam os objetivos daquele ser? O que exatamente seria aquele ser?
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