29 de janeiro de 2014

Minha História Assombrada: O que havia contra Santo Antonio?

Há alguns meses, em conversa com dois amigos na porta de um antiquário em Copacabana, ouvi uma história das mais curiosas: o vendedor revelou-nos que ali, naquele antiquário onde trabalhava há mais de 20 anos, dezenas de fenômenos paranormais haviam ocorrido diante dele, dos donos, outros funcionários e até fregueses. Que fenômenos? Pois é, foi o que perguntei. Vamos a um deles.

Santo Antonio - Há uns 20 anos ele recebeu uma senhora, mineira de Congonhas, que lá esteve para vender uma imagem de Santo Antonio, o santo casamenteiro para quem não sabe. Pois bem: ela pediu um valor, ele regateou, ela insistiu, ele desistiu e ela cedeu - como ocorre na maioria das vendas em estabelecimentos assim - onde o valor pedido é o da relação afetiva com o objeto. Não há valor comercial.
Colocado na prateleira ao lado de outros santos - quais sejam: São Judas Tadeu, São Francisco, São Lázaro, Santa Bárbara e Santa Luzia, e etc - Santo Antonio passou a ser discriminado pelos demais. Como? Foi o que perguntei. Escuta essa:

- Ele não parava na prateleira. Colocava ali e no dia seguinte ele estava no chão. Algo acontecia entre as 19hs e as 8hs do dia seguinte quando chegávamos. O problema é que ao cair ele partia algumas louças que colocávamos embaixo da prateleira dos santos...


Segundo ele, os danos materiais causados pela queda sistemática da imagem se transformaram em um sério problema. Tanto que o dono da loja decidiu então colocá-lo em um outro lugar, longe dos santos, onde ele ficou sem maiores problemas. A questão é que, distante, ele não era visto e tampouco despertava interesse nos fregueses. Todos os parceiros do santo, da primeira leva, foram vendidos e renovados, mas Santo Antonio continuava ali.

Algum tempo depois, cansados de ver Santo Antonio ali, parado, sozinho, destacado, colocaram-no novamente no lugar das imagens. Pimba. No chão. E desta vez o dano maior foi na própria imagem que acabou sendo restaurada por um especialista. Há menos de um ano, mais de vinte anos após sua chegada a loja, finalmente apareceu alguém atrás de uma imagem de Santo Antonio. A pessoa olhou, comparou com uma imagem de fotografia e a levou por R$ 350. Valor considerado baixo tendo em vista que a relíquia era talhada em madeira. A explicação para o preço baixo foi dada pelo vendedor: "venderia até por cento e cinquenta reais para me livrar dele".

O fato é que a pessoa que comprou, depois de embrulhar a imagem em saco bolha e etc, revelou ser filha da mulher que vendeu a mesma imagem cerca de 20 anos antes. A mãe dela, católica daquelas, jamais havia se perdoado por ter sido obrigada a vender o santo em um momento de aperto financeiro. E a filha, em respeito a memória da mãe que falecera, resolveu aventurar-se em um tour pelas galerias de arte e antiquários da Siqueira Campos disposta a reencontrá-la. E milagrosamente conseguiu.

Entre os antiquários reza uma lenda que diz o seguinte: não é o colecionador que acha o objeto e o leva para casa. Mas o objeto é quem escolhe o colecionador. A explicação quanto ao santo em questão é que da mesma forma que sua dona não quis vendê-lo, ele também fez de tudo para não sair para a casa de outra pessoa. Desejava, na verdade, voltar para aquela família. Será?

Já aconteceu comigo em um antiquário na cidade de Manhuaçu, em Minas Gerais, há uns cinco ou seis anos. Vi uma lamparina, em cobre, linda, linda. Jamais tive apego a estes objetos. Mas me encantei por ela. Perguntei o preço e a vendedora falou. Achei um absurdo. Fui embora. Ou quase. No caminho pensei o seguinte: "se não comprar jamais terei esta lamparina na minha vida, na minha história. E a grana mais cedo ou mais tarde a gente repõe... Vou comprar". Ao retornar a vendedora me disse o seguinte: "eu sabia que você voltaria. A lamparina estava aqui esperando você." Me esperando? Trata-se de um objeto de meados do século XIX. Será que estava me esperando mesmo?

Bom, com a saída do santo de Copacabana tudo voltou ao normal na loja. Mas outros fenômenos continuam ocorrendo. Muitos outros. Em várias lojas.

História assombrada enviada por Fábio Lau originalmente para o Sobrenatural.Org


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