20 de junho de 2013

Contos de Um Serial Killer

Por Junniper Lockness

Ei, como você está? Tudo bem? De certo, creio que você esteja sentado em sua poltrona, com um laptop na mão, ou simplesmente acessando um computador por perto. Eu estou preparando uma grande jornada. Uma grande jornada para todos eles, um por um. A primeira delas foi a de cabelos ruivos... Tenho uma queda por garotas de cabelos ruivos. Ela era linda, tinha olhos claros, e o tamanho da saia que usava no dia era bem excitante. Eu sabia que ela estaria em casa ás 22:00 da noite, estava tudo arquitetado em minha cabeça. Cheguei em frente a porta dela, toquei a campainha. Como esperado, estava sozinha. Ela abriu a porta, mal me conhecia. Eu sorri, e disse que era uma das suas colegas. Fui recebida, como se nada a preocupasse. Tomei um chá com ela, dizendo que era uma amiga de sua mãe. Ela me perguntou qual era o meu nome... Eu respondi que me chamava Jill. Ela sorria, eu tentava contar os cachinhos ruivos que pendiam até os ombros, infinitos. Enquanto ela deixava as xícaras na pia, aproximei-me por trás dela, e pressionei um pano com formol contra seu belo nariz e boca. Ela apagou, era prazeroso ter-la em meus braços... Levei um tempo até leva-la para a sala e amarra-la. Simplesmente eu não queria mata-la. Não sei porque. Ela acordava depois de um tempo, abri minha mochila e tirei meus pequenos itens de tortura. Ela arregalou os olhos.- Finalmente, acordou. - Sorri calmamente. Ela respondeu com um gemido confuso, não sabendo o que estava se passando. Ouvi um barulho na parte de trás da casa. Fui rápida, tranquei a porta, e apaguei as luzes - fiz tudo com muita rapidez, e usando um par de luvas brancas. Ela se debatia, eu respirei fundo e tirei uma pequena faquinha da mochila, tracei cortes profundos nela, logo em seguida, escrevi algo em seua barriga. Tirei um pózinho químico de dentro da mochila e abri o pequeno saquinho, e derramei-o em seus olhos. Ela queria gritar, mas não conseguia, eu havia tapado sua boca com mordaças. Arranquei seus dedos, ela estava sofrendo, um por um, das duas mãos. Felizmente eu conseguia conter qualquer hemorragia. Depois de um tempo, ela havia apagado. Arrumei a mochila, guardei as ferramentas, tirei as lentes e a peruca e me livrei das provas que estive ali. Droga, se pelo menos eu tivesse mais tempo... Ela escapou, mas pelo menos estava cega. Eu ouvi batidas na porta, era alguém! Meu Deus! Deveriam ser os pais. Pulei o murinho atrás da casa, saí correndo pelo quintal da casa vizinha. Pulei o muro e escapei num terreno baldio. Ninguém deveria ter aparecido! Droga. Escapei na estradinha de terra que ligava com a rua asfaltada, que ficava a quatro quarteirões dali. Tomei um táxi e fui para casa. Minha mãe ainda não havia chegado. Eu não tenho pai, muito menos irmãos. Deixei minhas roupas ensanguentadas num cesto de roupas que eu mesma lavo. Deitei na cama e fiquei batutando meu próximo plano, dessa vez, eu o chamaria de "perfeição", porque nada iria dar errado. Não pode dar errado! É magnífico. Espere pela noite, talvez você me veja.
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