11 de junho de 2013

Bruxa Invejosa (de arrepiar!!!)


Por Erik Nunes

Por volta de 30 anos atrás, um tio de minha mãe (meu tio avo) se mudou do interior de SC para Porto Alegre. Veio com sua esposa e cinco pequenos filhos. Sendo que a menor deveria ter nove meses.

A mudança foi motivada pelo estado de saúde de sua filha recém nascida. Logo após seu batizado na igreja, a menina adoeceu de uma forma assustadora. Segundo meus tios, já haviam tentado de tudo. Vários médicos de diversas especialidades foram seguidamente consultados, mas sem sucesso. Em mais de uma oportunidade a menina teve que ser ressuscitada na emergência de hospitais.

Na esperança de curar sua filha, ou saber o mau que a afligia, meu tio largou tudo em SC e foi acolhido na minha casa.


Minha mãe conta que a partir do dia que meu tio se mudou para nossa casa, tudo mudou. Até aquela época tudo ia bem. A saúde de todos estava ótima, o trabalho de meu pai ia muito bem. Não tínhamos grandes problemas financeiros e nem brigas. Éramos felizes, enfrentando as pequenas dificuldades da vida apenas.

Tudo mudou, eu e minha irmã ficamos doentes, o trabalho do meu pai ficou escasso e com isso as brigas começaram. Com o pouco que meu pai ganhava, tinha que sustentar onze pessoas e pagar as contas. Nosso cão definhou até a morte. A tristeza e o mau humor passaram a ser uma constante em nossa casa.

Meses se passaram nesta situação, nada de melhoras. Os médicos não conseguiam diagnosticar minha prima, e ela definhava lentamente.

Lembro de ver minha mãe muito triste. E a agonia de toda a família.

Certo dia, uma vizinha aconselhou a minha mãe a levar a criança a uma velha benzedeira do bairro. Lembro desta senhora, gordinha, de cabelos bem brancos, bochechas rosadas, voz suave e gestos agradáveis. Minha mãe falou com seu tio e tia, que num primeiro momento negaram, pois não acreditavam.

Mais um mês se passou, e minha prima foi internada em estado grave. Ficaram 20 dias na emergência, e ao sair, foi direto a tal benzedeira.

O que ela fez, eu não sei. Mas quando eles retornaram a nossa casa à aparência de todos estava melhor. Mas segundo a benzedeira, isso seria passageiro. Meus tios deveriam seguir uma orientação. Observar o sono de minha prima à noite. E verificar se uma pequena e branca pena de passarinho cairia do nada sobre a criança. Caso sim, ela estaria enfeitiçada por uma bruxa que a queria morta.

Para quebrar o feitiço, deveriam cortar com uma tesoura benzida esta pena sem tocá-la, de preferência quando estivesse caindo. E isto faria com que a tal bruxa sofresse um grande corte no lado esquerdo de seu rosto. Cortando a pena, e descobrindo a identidade da bruxa, minha prima, e tudo mais melhoraria imediatamente.

Resolveram tentar, e toda noite alguém estava acordado ao lado da minha prima. Mais de uma semana se foi, e a esperança que este fosse o problema, e a solução se foi. Meu tio desistiu. Porém, no meio da madrugada de um sábado, minha tia conta que estava sonhando com uma mulher, que dizia que iria levar sua filha de qualquer forma. O mais estranho é que a pessoa parecia ser conhecida, mais do que isso parecia ser íntima da família.

Acordou num sobressalto, e sem explicação alguma pegou a tesoura na gaveta e correu para o berço de sua filha. Chegando lá, um pavor tomou conta de todo seu corpo. Ficou momentaneamente paralisada com o que estava vendo. Uma pequena pena branca dançava sobre sua filha, e ao lado da cama, um vulto negro observava tudo.

O instinto de mãe deve ter lhe dado força e coragem para cortar a pena antes que essa tocasse sua filha. Ao fazer isso, o vulto recuou para a escuridão, e o ambiente que era pesado ficou leve. Minha tia se pôs de joelhos a rezar e chorar, acordando a todos. Relatou o ocorrido, e todos ficaram espantados.

Para a surpresa te todos, a madrinha desta minha prima enferma apareceu do nada em minha casa. Veio de SC sem avisar, e chegou até minha casa, mesmo nunca ter ido la.

Era uma mulher magra, alta, com cabelos bem longos, vestida com um longo vestido escuro. Chegou com um largo e desconcertado sorriso, e um grande curativo no lado esquerdo de seu rosto.

Ao verem a cena, meus tios enlouqueceram, e tentaram agredir a mulher. Chegaram a derrubar a mulher e lhe arrancar o curativo do rosto. Expondo um enorme e profundo corte. Em seguida foram seguros por meus pais.

Neste momento, falaram tudo. Disseram que tinham descoberto quem ela era na verdade. O mau que causaram a todos. Foi um “barraco” até hoje comentado na minha rua.

A mulher escutou tudo calada. Não expressou sentimento algum, nem medo, raiva, nada. Apenas se levantou, se ajeitou e deu um sorriso de desdenho para todos que ali estavam. E se foi.

Em menos de uma semana, minha prima já estava bem. Forte e saudável, o trabalho do meu pai estava melhorando, parecia que tudo estava voltando a seu lugar. A madrinha da minha prima nunca mais foi vista.

Peço desculpas por me prolongar tanto, mas ouvi esta historia recentemente, no carnaval, quando minha família se reuniu.

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Fonte: Sobrenatural.Org
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