14 de maio de 2013

Assombrações em Bases Militares


Bases militares parecem ser um local popular para espíritos desocupados assombrarem, e muitas delas atraem a atenção de “caça fantasmas” buscando evidências de atividades paranormais.

A Sociedade Paranormal do Atlântico (SPA), em Janeiro, investigou relatórios de fenômenos inexplicáveis – passos misteriosos, vozes e aparições – em três prédios na base aérea militar de Wright-Patterson, em Ohio, para o programa “Ghost Hunters” (Caça-Fantasmas), do canal Sci Fi. Alguns funcionários da base relataram ter visto o fantasma de um garoto loiro no bloco 219; outros alegam terem visto a aparição de uma mulher idosa no bloco 70.



Durante o episódio, co-fundadores da SPA, Grant Wilson e Jason Hawes passam algum tempo no bloco 70, onde eles alegam terem ouvido passos durante uma noite em um escritório vazio, logo após pedirem a qualquer espírito presente para se manifestar. Derek Kaufman, um especialista em relações públicas da 88ª Asa da Base Aérea, diz que a base está feliz em ter membros da SPA investigando os relatórios. Ele acrescenta que trabalha no bloco 70, mas até agora não teve nenhum encontro próprio com fantasmas.

Visões de fantasmas na Wright-Patterson não são novidade. Funcionários do hospital trabalhando no bloco 219 – um prédio de tijolos de três andares - , em 1990, relataram terem visto fantasmas (um deles batizado de Harvey, em uma espécie de homenagem ao médico que trabalhou no hospital nos anos 30 e tirou sua própria vida lá) vagando pelos corredores diariamente, de acordo com um artigo da revista Skywrighter, de Outubro de 1996. Outros fantasmas incluem o garoto, que parecia ter entre oito e dez anos, assim como homens mais velhos. Aqueles que alegam terem visto as aparições dizem que elas são de certo modo transparentes, mas nítidas o suficiente para que se distinguisse seu sexo e idade. A maioria dos avistamentos, de acordo com o artigo, eram no terceiro andar (onde a sala de cirurgia ficava) e no porão (que durante um tempo abrigou o necrotério).  

A agência de Investigação Paranormal do Colorado (CPI, em inglês), um time de caça-fantasmas instalados em Denver, investigaram no final do ano passado o avistamento de fantasmas na Base Aérea F.E. Warren, em Wyoming, usando indicadores de campos eletromagnéticos, câmeras digitais e gravadores. Um investigador da agência, Karl Holden, solicitou uma visita à base depois de ler (na Warren Sentinel) sobre funcionários da base que sentiam a presença de fantasmas. A investigação acabou gravando o que eles descreveram como “respiração pesada paranormal, sussurros e soluços”, no prédio de Patrulha Aérea Civil, de acordo com um artigo do departamento de relações públicas da base.

Os investigadores também reportaram que a bateria de suas câmeras foram gastas anormalmente rápido no interior do prédio ( o que atribuíram às energias sugadoras dos espíritos do recinto). A investigação do prédio do 90º Grupo das Forças de Segurança 34 e do prédio de Investigações das Forças de Segurança resultou em pouca evidência de algo sobrenatural, apesar de alguns investigadores dizerem que ouviram um livro chocando-se com o chão e outro voando de uma prateleira quando estavam na biblioteca da base.
(Obs.: nenhum dos dois incidentes foi capturado em vídeo).

Apesar de não ter sido estritamente um contato paranormal, a Reuters da semana passada fez uma matéria sobre a recente informação revelada de que dois pilotos de combate americanos foram surpreendidos na Base Aérea Real de Manston, Kent, no Reino Unido em Maio de 1957, com ordens de abater um objeto voador não identificado.

Nenhum tiro foi disparado, mas a missão foi mantida em sigilo até a informação sobre o evento ter sido recentemente liberada ao Arquivo Nacional de Londres, que arquivou inúmeros relatórios de encontros com OVNI’s ao longo dos anos. Os pilotos disseram que seus radares detectaram um grande objeto no céu – como um “porta-aviões voador” – que em alguns momentos permaneceu imóvel e depois disparou a uma velocidade que eles estimaram ser de 7.600 milhas por hora (aprox. 12.230 km/h). Os documentos, no entanto, não contém nenhum explicação oficial para o incidente.

Tradução: Monique Rodrigues
Fonte: Scientif American
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