12 de abril de 2013

Protetor dos animais


Por Troll-bem-gordo-do-bem

Gente, essa é nova, mas fiquei sabendo deste ocorrido agorinha a pouco (início da tarde de 22/11/10). E não aconteceu comigo, e sim com uma moça que acabei de conhecer. Mas o que me faz crer que foi verídico o que ela me disse, é justamente por isso: nós não nos conhecíamos, portanto, ela não tinha a menor noção que eu sou Espiritualista, e nem que amo este tipo de história.

Contudo, puxando um pouco minha sardinha, espero que ela entre no site e coloque sua própria versão da historia (estou torcendo), embora ela não tenha o perfil de quem gosta de ter este tipo de aventura sobrenatural...

Deixamos a embolação de lado e passamos à narrativa: marquei o veterinário para minha gata agora à pouco, e lá na clínica encontrei com esta jovem com uma linda cocker spaniel nos braços. Mas o que deu agonia foi ver o estado lastimável (para ajudar estou com a memória do celular cheia e não deu para tirar nenhuma fotinha) que se encontrava a pobre cachorrinha.

De início eu pensei que alguém tivesse feito uma maldade e jogado água fervente no animalzinho, ou que ela tinha escapado por milagre de um acidente. Pois ela estava inteirinha de cascões de feridas espalhadas pelo corpo todo, inclusive nos lombo e perto dos olhos... Era de chorar...!

Então, eu perguntei a ela o que havia acontecido e tive como resposta a historia da cachorra. A moça (me desculpem, mas eu não me lembro do nome dela, acho que era Silvana) contou que a cachorra sofre de vários tipos de alergias, e que o estado dela ficou pior devido à reação a uma vacina contra gripe. Mas que ela já estava quase curada, e que a cicatrização era feia, mas o mau aspecto era pior quando ela teve as chagas aberta espontaneamente.  E que a consulta era de rotina, pois o veterinário a via praticamente todos os dias, só para trocar curativo.

Conversando sobre nossos bichos e ela me confessou algo: se eu acreditava em cura espiritual e em espíritos! Bem, logicamente eu disse que sim, e ela acabou por confessando algo que ela até então achava uma grande bobagem devida sua crença religiosa e tudo mais.


Bem, aí falar que eu fiquei curiosa era redundância!

A menina me falou que já faziam uns vinte dias que a bichinha estava sofrendo e  que ela estava agoniada por achava que teria que praticar eutanásia na pobre! Então, numa manhã de sábado, ela retornando do veterinário com a cachorrinha nos braços, passou por uma praça onde ficam entre outros artistas, um grupo de músicos peruanos (como em tantas cidades do estado de São Paulo), e entre eles havia um homem que se destacada dos demais. Primeiro porque ele não cantava ou tocava nada, apenas estava sentado no chão ao lado do grupo, e depois porque suas roupas típicas eram totalmente diferentes dos demais, pois ele ainda usava um cocar estranho, que mais se parecia com uma coroa de penas.

Mas enfim, como são pessoas de outra cultura, é perfeitamente normal alguém chamara a atenção por estar trajando algo diferente. Contudo, ela disse que o tal índio se aproximou dela e começou a passar a mão na cadela.

Ela disse que ficou assustada, mas que algo a manteve calma e confiante, pois a cadela bateu o rabinho, e elas não tiveram medo do estranho e nem das caricias nas feridas abertas. Pois a cachorrinha parecia que sentia se bem com as mãos do índio. Então ela disse que ele lhe falou algo que ela não entendeu e ele tirou de um embornal um punhado de coisas que se pareciam ervas secas e colocou na boca e começou a mascar.

A Silvana disse que se sentia bem com aquela estranha presença e não sabe ao certo quanto tempo ela ficou parada na praça na frente daquele homem. Ele mascou e começou a cuspir nas feridas da cachorra e passar a mão na saliva e espalhar pelas chagas. Ao mesmo tempo em que murmurava algo inteligível. Fez isso, sorriu e se sentou de novo o chão.

Ela achou um pouco nojento, mas vai saber..., afinal ele era um pajé, e naturalmente conhecia as ervas e sabia o que estava fazendo.

A Silvana contou que a cachorra não teve febre e nos outro dia amanheceu com as feridas já secas e cicatrizando. Então agradecida ela queria voltar até o grupo para comprar alguns cds (que ela disse que odiava aquele tipo de musica, mas que agora ela falou sorrido que sabia que eram estas musicas as preferidas dos anjos he he he) e saber do pajé que ervas eram aquelas que ele mascou.

Aí que a coisas a assustou: um dos integrantes do grupo falou que eles desconheciam quem era o pajé, pois todos tocam, cantam e dançam, e que o grupo é formado de 4 componentes e mesmo conhecendo ervas nenhum deles se lembra do ocorrido e nem um deles é algum tipo de curandeiro.

Ela ainda perguntou de outro grupo, mas eles disseram que só eles tinham alvará da prefeitura, e nenhum outro grupo estava lá, pois eles eram exclusivos! Ela disse que falou das roupas, do cocar e eles foram categóricos: nenhum deles se recordava dela, da cachorra, ou da tal da pajelança!

Ainda falei com ela que talvez o homem não quisesse aparecer, até por motivo de cultura, de medo das nossas leis, por achar que não tinha certeza das ervas que usou, enfim, que poderia haver “n” motivos para eles mentirem para ela. Mas ela falou que já os conhecia há algumas semanas, eram 4 homens: um percussionista, um que tocava um chocalho, outro da flauta e outro de um tipo de banjo e que cantava!
 
Mas enfim, eu não fui testemunha do evento, só estou reproduzindo com intuito de ajudar o site, como sempre faço! Mas a moça parecia-me muito sensata além de que (pelas vestimentas da própria e pela maneira que cuida de seus cabelos, ela é adepta de alguma seita evangélica rigorosa) não é do tipo de pessoa que ficaria fazendo “propaganda” do espiritualismo e dos fenômenos mediúnicos à toa.

E mesmo meu veterinário como bom espírita kardecista, ele não iria pregar alguma peça ou se vangloriar de seus mentores espirituais para uma evangélica! Isso é estranho e não faz parte da ética médica!
Realmente há coisas maravilhosas que acontecem!

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