29 de abril de 2013

O Noivo Morto


Por Roberto

Cerca de 30 anos atrás, uma de minhas tias, irmã da minha mãe, tinha um noivo que se chamava Paulo. Meus avós moravam no interior e as filhas, incluindo minha mãe e essa tia, vieram morar em Belém para estudar. Minha tia conheceu esse rapaz e eles acabaram ficando noivos, iriam se casar em uma semana.

Paulo gostava muito de minha mãe, que era a mais nova das irmãs, e sempre chamava ela de "maninha". Ele trabalhava em Macapá e sempre vinha a Belém ver minha tia.

Em um certo dia, Paulo veio de Macapá almoçar com a noiva, mas, quando ele chegou, estava meio estranho, com uma moleza no corpo e calafrios, algumas horas depois a febre já era de 40 graus e ele começou a perder o controle nos esfincteres, ou seja, começou a defecar e urinar sem ter controle sobre isso, os órgãos já estavam todos comprometidos. Suas últimas horas ele passou num dos quartos da casa, antes de ir para o hospital. Ele estava com Meningite Meningocócica, e de madrugada morreu, seu caixão foi lacrado e por um milagre ninguém pegou a doença.

Alguns anos depois, minha mãe se casou com o meu pai que foi morar nessa casa com ela. Meu pai trabalhava em um jornal local e por isso ficava até de madrugada na redação, quando ele chegava, pra não perturbar minha mãe, ia ele mesmo revirar as panelas.

A escada que dava acesso ao segundo andar ficava de frente para a cozinha, de modo que quem estava na pia, quando se virasse, veria a escada. E então, numa dessas madrugadas, meu pai estava nessa pia colocando as coisas lá, até que, quando ele se virou, viu um homem de mais ou menos 1.80m, cabelos compridos, estilo anos 70, e com um bigode, ele estava olhando fixamente para o meu pai, com um semblante bem sério, meu pai não pensou na hora que fosse um ladrão, agente sabe nessas horas o que é desse mundo e o que não é, eles ficaram se encarando por algum tempo até que meu pai, já com as pernas bambas, se virou novamente para a pia, torcendo pra que aquele homem tivesse desaparecido, esperou um tempo e virou novamente, e o homem realmente havia desaparecido.

Acontece que meu pai não chegou a conhecer o Paulo e, no outro dia, quando ele contou o acontecido para a minha mãe e descreveu esse homem, ela mostrou uma foto dele, e pro espanto do meu pai, era ele.

Meu pai foi a primeira "vítima" de Paulo. Muitas outras pessoas já viram ele naquela casa, inclusive o atual marido de minha tia, mas essa é uma outra história, que é um pouco mais horripilante.

Fonte: Sobrenatural.Org
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