22 de abril de 2013

Minhas Experiências Paranormais #03 - Gean Rodriguez


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O tempo passou, eu fiquei mais velho, e as coisas simplesmente pararam de acontecer. Eu já estava me acostumando a perder o medo compulsivo que eu tinha, e a viver normalmente. Eu tinha uns 16 ou 17 anos. Já tinha tido outras duas namoradas, e a terceira tinha terminado comigo não fazia muito. Eu tinha uma ligação muito forte com ela e estava muito mal. Meus amigos, no intuito de me alegrar, me convidaram pra sair, era época de carnaval. Sai com eles, mas resolvi voltar cedo pra casa, por um acaso do destino essa minha ex tinha passado por mim na rua e eu não tinha ficado nada bem. Nessa ocasião, meus pais estavam viajando pra praia, e eu fiquei sozinho em casa. Moro numa casa de dois andares. No primeiro piso, tem a sala, a cozinha e uma escada, que quando se sobe nela se vê tanto a sala, por inteiro, quanto a cozinha, e na sala, tem uma janela de 2,5 x 2,5 de vidro, com uma cortina branca que a cobre por inteiro. No andar de cima, quando se sai da escada tem um espelho, e a esquerda tem um pequeno corredor com três portas, na esquerda, o quarto da minha mãe, na frente o banheiro, e na direita, meu quarto. Entrei em casa, tranquei a porta, desliguei as luzes, deixando só a da escada acesa. Quando entrei em casa já senti aquela sensação estranha que eu não sentia a tanto tempo, pensei comigo: "Por favor, não agora que meus pais não estão em casa."

Desliguei as luzes, e comecei a subir a escada, quando estava no quinto degrau, olhei pra cortina e "alguém" passou correndo por dentro dela, fazendo vento, e consequentemente, fazendo com que a cortina levantasse/esvoaçasse. Todas as portas e janelas estavam fechadas e não tinha como ter vento nenhum, isso sem contar, claro, o fato da silhueta de uma pessoa passando por trás da cortina. Fiquei paralisado por alguns segundos, mas mantive a frieza, e aquela raiva que contei na história anterior. Eu não aguentava mais aquele tipo de situação, e não acreditava que depois de tanto tempo estivesse acontecendo de novo. Olhei a cortina descer e falei em voz alta: "P*** m****,  começou..."

Segui subindo a escada, calmamente, nem me dei ao trabalho de olhar no espelho. Odeio espelhos. Cheguei tão de cara com aquilo tudo que nem os dentes eu ia escovar, só queria deitar e dormir. Quando fui abrir a porta do meu quarto, me dei conta que a porta do banheiro estava encostada. Pensei comigo: "Vou fechar pra não ficar batendo com o vento.", vide que meu banheiro tinha janela e sempre ficava aberta. Quando encostei o dedo na maçaneta da porta do banheiro, ela bateu contra um móvel de vidro onde guardávamos as escovas e produtos de higiene pessoal, com toda força, fazendo um barulho enorme, e voltou exatamente pro mesmo lugar, encostando na ponta do meu dedo delicadamente. Fiquei mais alguns segundos paralisado e entrei no meu quarto. Não teria dormido aquela noite se o sono não tivesse me vencido.

Naquela época já tinha ganhado minha cama de casal, que ficava disposta horizontalmente no meu quarto, fiquei sentado, com a luz acessa, olhando pros dois lados do quarto, a noite toda, até dormir pelo cansaço, tanto físico como emocional que aqueles eventos tinham me proporcionado.

Continua...


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