19 de abril de 2013

Minhas Experiências Paranormais #02 - Gean Rodriguez

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O segundo fato que aconteceu nesse período  foi eu estar dormindo, no escuro, obviamente, e escutar alguém dormindo nesse meu berço, e acreditem, estava rocando, obviamente, pensei na hora que tivesse sido meu pai, então só fiz sinal de silencio ("shh") pra que parasse de roncar e ele parou, quando era dia, acordei, e não tinha nem sinal de que alguém tivesse dormido ali, perguntei ao meu pai se ele tinha o feito, ele me jurou de pés juntos que não, não acreditando naquilo, perguntei a minha mãe sem meu pai saber, e ela me confirmou que ele tinha realmente dormido toda noite com ela, e que não tinha saído do quarto. Dai por diante as coisas começaram a piorar.

Uma das coisas mais relevantes que já aconteceu na minha vida, e que eu provavelmente nunca vá esquecer, foi quando eu já era mais grandinho, e lembro de ter sido um tempo antes de eu me batizar. Eu devia ter uns 12 anos, na época. Nesse tempo, tinha mudado minha cama de lugar, e posto ela na horizontal, com os pés, pra porta. E tinha costume de dormir com o braço pra fora da cama. Alguns minutos depois que eu deitei e apaguei o abajur que ficava numa mesinha ao meu lado, alguma coisa que eu não sei o que é até hoje, segurou muito forte do meu pulso, e sussurrou no meu ouvido: "Por que que tu fez isso?". Exatamente com essas palavras. Eu lembro da sensação de angustia e medo até hoje, eu fiquei branco, gelado, como se a vida tivesse sendo tomada de mim, eu não conseguia gritar, eu não conseguia falar, nada. Com a outra mão, dei um tapa na luz e ela ligou, a unica coisa que eu vi foi um vulto saindo de cima de mim e entrando pra baixo da cama. Minha voz ainda não tinha voltado, e a primeira coisa que me veio a cabeça foi olhar embaixo da cama, e pra minha sorte, não havia nada lá. Até hoje, apesar de ter visto a marca vermelha no meu pulso, eu não sei se a minha mãe realmente não acreditou em mim, ou disse que não era nada e que eu estava sonhando pra eu não ficar com medo, ou traumatizado, mas eu sei que aquilo foi real, eu sei que aconteceu, e eu estava muito acordado. O que me intriga, é que durante os anos, e por todos os materiais que eu li, sempre me foi dito que espíritos não podem realmente te tocar, pelo menos não dessa forma, o que me leva a acreditar que isso não era um espirito e sim um demônio, e até onde eu sei, demônios não abandonam as pessoas facilmente. Depois disso me batizei na igreja evangélica, e ai sim a coisa começou a ficar realmente feia.

Juntamente com o meu batismo, começou a minha curiosidade, ver videos de terror, de espíritos, de fantasmas, demônios, possessões, ler livros de espiritismo, pesquisar sobre todo meio paranormal. E como dizem, quem procura, acha.

Num verão desses, depois de eu ter me batizado, eu tinha mudado a minha cama novamente pro fundo do quarto, perto da janela, onde era mais fresco, por que fazia muito calor na minha cidade. Eu cheguei ao ponto, que eu via, e sentia tanta coisa, (como se eu estivesse desenvolvendo a minha mediunidade, e não era isso que eu queria), que eu comecei a ver vultos, pretos, parados, no fundo do meu quarto, as vezes um, as vezes dois, fumaças pretas do tamanho de um ser humano simplesmente paradas, como uma tv mal sintonizada, só que ao invés do cinza, tudo preto. Realmente, nesse ponto da minha vida, eu acreditaria que isso poderia estar sendo fruto da minha imaginação e que eu estava ficando louco, por que até dormir sentado no banheiro eu já dormi, de tanto medo que eu sentia, eu simplesmente não aguentava mais aquilo, mas não era bem assim...

 Uma vez tentei dormir, e eu já estava tao irritado com aquilo que simplesmente deitei pro lado, agarrado na minha bíblia  que de certo modo eu achava que me protegeria, e quando aqueles vultos apareciam eu sempre lia o salmo 91-93, que pelo menos pra mim, de certo modo, parecia que fazia com que eles ficassem ali, parados, e não fossem "me pegar". Mas nesse dia em que eu quis dormir, eu virei pro lado, abraçado nela, tão bravo com aquilo tudo, que comecei a sentir meu lençol ser puxado, e comecei a chutar o que quer que estivesse ali, e a gritar "VAI EMBORA! EU NÃO AGUENTO MAIS!". Minha mãe apavorada, obviamente, foi ver o que estava acontecendo e começou a conversar comigo, sobre aquilo tudo. Expliquei pra ela o que estava acontecendo e ela colocou um copo com água em baixo da minha cama. Não lembro se tinha algo dentro, nem das palavras exatas que ela disse, ou se ela rezou comigo ou algo do tipo. Mas lembro de ela ter começado a se preocupar naquela época. Depois disso, de ela ter posto esse copo, as coisas pararam por um tempo. Só voltaram a acontecer depois que eu tive a minha primeira namorada.

Certo dia nos estávamos na minha garagem, e resolvemos gravar um vídeo de nós dois dançando cumbia, uma dança típica no Uruguay. Não reparamos nada de estranho, nem sentimos a presença de nada. Só quando fomos ver o vídeo  (e meu Deus, como eu me arrependo de ter apagado aquele vídeo depois que terminamos), que fomos ver um vulto preto passando na frente da câmera.

Passaram se alguns meses, e eu convidei alguns amigos para jogarmos RPG de tabuleiro na minha casa, nessa mesma garagem. Entre eles estavam um amigo meu, que toda família dele é espirita, e tem a mediunidade muito desenvolvida. E esse meu amigo, compartilhava dessa mesma curiosidade que eu sobre essas coisas, só que com muito mais acesso, qualquer duvida que ele tinha, a mãe dele ajudava ele, explicava, etc.

Estávamos nós jogando, e de repente ele para, e olha pra mim, com uma cara de assustado, e olha pra trás de mim, e pra mim novamente, e baixa a cabeça.

- Que houve cara? Perguntei.

- Nada mano, nada. (Ainda assustado)

Olhou mais uma vez pra trás de mim e baixou a cabeça.

Mesmo assustado com aquilo tudo, resolvi deixar pra lá, e não perguntar o que estava acontecendo, naquele momento. Quando todo mundo estava indo embora, chamei ele e perguntei:

- Cara, que aconteceu aquela hora, tu tava muito estranho.

- Tche, eu não ia te contar, mas vou te falar pra ti te cuidar. Eu vi um cara, com um casaco todo preto, e um chapéu grande, preto,  com a mão no teu ombro.

Eu gelei, não sabia o que fazer, nem dizer, simplesmente dei tchau e fui pro meu quarto dormir. Isso eram duas e algo da madrugada.

Entrei no quarto, tranquei a porta como de costume, e me deitei na cama, virado com o rosto pra parede. E dormi por alguns minutos. De repente acordei me sentindo estranho. E o meu quarto começou a ficar gelado. Comecei a ficar com medo, e não me mexi na cama. Comecei a ouvir passos, dentro do meu quarto. E estava cada vez mais frio. Comecei a ficar desesperado, e a rezar, e a me encolher. Quando achei que não podia ser pior, e que aquela presença não podia chegar mais perto, por que o barulhos dos passos estava muito claros, eu sinto que alguém senta do meu lado na cama, e o colchão afunda. Nesse momento eu não sabia o que fazer, falar, eu estava completamente arrepiado, da cabeça aos pés, e totalmente gelado. Desesperado, não parava de rezar. Aquela presença ficou ali, sentada ao meu lado, durante aproximadamente um minuto. Depois simplesmente levantou, o colchão voltou ao normal, e os passos começaram, em direção a porta. A temperatura do quarto voltou ao normal, e quando eu vi que estava seguro, liguei a luz e não havia ninguém lá. Eram 3:01h.

Continua...
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