19 de abril de 2013

Ele não conseguia entrar no quarto!

Por Julianna Caroline Batista

Vou contar pra vocês uma experiência intrigante que tive a uns 5 anos atrás.

Morava com meu marido, em Florianópolis, num sobrado beira mar. Nosso quarto ficava no final do corredor, na parte de cima. No meio desse corredor havia uma janela, de frente pro mar, e a noite tinha bastante claridade devido aos postes da orla.

Como tínhamos uma gata, sempre deixamos uma fresta na porta do quarto pra que ela entrasse e saísse a noite, mas a casa sempre dormia toda fechada, trancada.

Sempre havia aquela claridade, aquela penumbra na fresta da porta

Certa noite fui acordada pelo meu marido, apenas com cutucões. Ele dormia sempre de frente pra porta, nossa cama ficava com a cabeceira na parede e os pés em direção a porta.

Quando virei um pouco o corpo e perguntei o que estava havendo, ele sussurrou:

"Não faça barulho, olhe para a porta"

Eu me virei de vagar e olhei. O que eu vi, foi surreal.

O que nós estávamos vendo? Do lado de fora da porta havia um ser, de estatura normal, de um homem normal, todo preto. Não via rosto, nem olhos, boca, nada. Era um ser negro, de trevas. Ele empurrava a porta. Colocava um dos pés para dentro, e mais meio corpo, parava, e voltava pra fora, puxando a porta novamente.

Não consegui pronunciar nada, nem um gemido.

Meu marido perguntava se eu estava vendo o mesmo que ele, e eu apenas respondia: "Tô" 

Meu marido nem se mexia, não movia um músculo, nem eu. Minha gatinha não estava no quarto e nem apareceu enquanto aquilo esteve ali.

E digo pra vocês, esteve ali, naquele entra-não-entra por horas.

Meu marido e eu observando, aquilo não emitia nenhum som, e apesar de não vermos o rosto, sabiamos que olhava pra nós.

Foi hipnotizante. Parecia que eu estava anestesiada. Aquele negócio não conseguia entrar.

Ele tentava, colocava uma das pernas e metade de tronco, mas logo voltava a posição inicial, parecia que não conseguia mesmo passar inteiro.

Quando o dia começou a querer clarear, aquele troço encostou a porta do quarto e saiu.

Meu marido e eu levantamos, mas por alguns instantes não conseguíamos ir até a porta.

Era um misto de euforia com terror, sei lá.

Até que conseguimos nos mexer.

Nossa gatinha estava voltando lá da parte de baixo, correndo para o quarto enquanto descíamos as escadas nos perguntávamos: "O que foi isso? O que era aquilo?" 

Olhamos todos os cômodos, nos certificamos que a casa estava toda trancada. Nenhum sinal do intruso.

Até hoje nos perguntamos se o diabo foi curtir com  nossa cara aquela noite.

Se alguém tiver um relato parecido, se viu um ser parecido ou se pode nos dizer o que poderia ser, agradecemos.

Abraços.

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