17 de abril de 2013

A Lenda do Lenhador da Floresta Negra

Por Mariana Moreira

Contada e recontada em vários acampamentos, esta famosa lenda urbana ou conto da noite, como convém no caso, era uma das histórias preferidas nas rodas de amigos  em volta de fogueiras. Em noites frias e fatídicas, eles se reuniram para contar a lenda do lenhador da Floresta Negra. Um homem que assassinou cruelmente dezenas e dezenas de pessoas numa região envolta por árvores e silêncio. Naquela noite, eles contaram mais uma vez... 

Tudo começou nas férias de inverno. O maníaco e seu terror pacato moravam há anos em uma singela cabana no meio de uma floresta. Ele vivia com sua mulher e um filho. Aparentemente uma família feliz, caipiras do interior, inocentes seres isolados no verde escuro, tais denominações eram referidas ao casal e à criança pelos humanos da região.

Em um dia, o filho, David, saiu e retornou à casa após brincar no leito do riacho que cortava a floresta, denominada negra por dois motivos, um deles porque ao cair da madrugada, era tão impossível enxergar algo devido ao escuro profundo provocado pelas penumbras e outro em associação as mortes. O garoto ao chegar em casa encontrou o pai cortando lenhas num tronco na frente da cabana. Eles se entreolharam e David viu uma mancha púrpura fantasmática no ferro do machado e indagou seu mestre sobre ela, que lhe respondeu dizendo que matara um veado maldito que perambulava. Disse também que o animal era delicioso e que iriam comê-lo mais tarde, acompanhados de vinho e peixe.

Então entrou, foi até seu micronésio quarto e se deitou, cansado como se estivesse voltado de uma maratona atlética. Estava cansado, suava e acabou adormecendo. De repente abriu os olhos assustado e se levantou ofegando muito. Arregalou os olhos e viu pela janela aberta que já era noite. Ficou-se imaginando a quantas horas estaria dormindo ali, impávido, funestamente adormecido. Se levantou e encontrou o pai sentado numa cadeira olhando o céu. O jovem perguntou sobre a mãe e o pai respondeu que ela havia ido embora para a cidade as pressas porque um familiar próximo à ela havia sofrido um acidente horrível. A criança ficou triste no primeiro momento e deitou no colo do lenhador, observando também as constelações celestes.

Na manhã seguinte, David acordou e foi até a cozinha e então ouviu uma cantiga de ninar. Ao se aproximar da porta viu um corpo em pé lavando os pratos. Vestia o avental de sua mãe, mas não cantava ou tinha a voz dela. Ele a chamou, esperou alguns segundos e chamou novamente. Ela se virou e David teve a pior visão de sua vida. A coisa era sua mãe, ria e cantava como um demônio e sua face estava totalmente dilacerada. Ele gritou e saiu correndo dali no meio da floresta sem olhar para trás. Sem olhar para trás! Foi aí que trombou subitamente com quem? Seu pai. Este que o segurou as forças com os olhos esbugalhados, muito nervoso também e lhe fez inúmeras perguntas, questões quais o pobre não conseguia responder, somente ficou estático ali sendo balançado para frente e para trás pelo pai, como se estivesse em estado de choque, e talvez realmente estivesse.

David disse que viu algo horrível na casa e então o lenhador disse algo sobre um cadáver dentro da fossa. O filho assustado, sem compreender, respondeu com outra pergunta, sobre qual cadáver e qual fossa. Talvez a fossa dos fundos? Sim, seria mais coerente. Mas, e que cadáver? E então o rosto do lenhador, nervoso e apavorado se transformou numa doce máscara humilde e amiga. Abraçou a crianças com um dos braços e disse para voltarem.

Quase chegando na cabana, ele disse novamente que viu algo horrível e então perguntou o que acontecera com sua mãe, depois que ela sumiu na noite passada. O homem parou de andar e então olhou para o filho. Perguntou se viu-a e ele disse que sim, viu-a em pé lavando louça enquanto cantava e gargalhava. O senhor se arrepiou. "Como disse garoto?" E David disse o que viu, disse que a mãe estava com o rosto dilacerado, algo semelhante a golpes de... O lenhador pegou o jovem e o puxou ferozmente pelas árvores até chegarem na casa. Foram até a cozinha e nada ali. David chorou de horror e então, mais calmo, foi levado pelo pai até os fundos e se ajoelhou próximo a fossa com os olhos tampados. O cheiro podre vindo do fundo após a tampa ser aberta chegou no nariz do garoto que então retirou da face a tarja. Se aberrou ao ver no fundo um corpo entre os dejetos. Era sua mãe, podia saber que era ela, com a mesma roupa, o mesmo avental, tudo. E as bisonhas marcas no rosto. David abriu a boca para berrar para a eternidade quando ouviu um som estranho, inclinou o pescoço para o lado e... a cabeça rolou até o fundo a fossa, e o corpo caiu logo após. Em cima, em pé o lenhador seu machado. Sério e teso.


Os corpos foram achados por fazendeiros das proximidades que alertaram sobre o perigo próximo, já que ao chegarem na casa, não encontraram mais o homem. Portanto, dizem que ele ainda habita aquela floresta, vaga pelas noites frias e escuras. Ele está a procura de seu filho e de sua mulher, surtou. Virou um maníaco homicida e se sabe que ele já foi visto, ou melhor, seu misterioso vulto foi visto em regiões de todo o Estado.

Nos acampamentos se sabe que seu ruído é bem peculiar, passa pela folhagem, é alto, robusto e segura na mão direita seu afiado machado, ainda com as manchas de sangue, quase concretizadas na lâmina como ferrugem, o sangue de todas as suas vítimas, que ele fez enquanto vagava pela escuridão da mata. Todas suas vítimas tinham sido ou decapitadas ou tiveram sua face dilacerada à machadadas. E todas as noites ele passa pelas árvores.

A lenda do lenhador da floresta negra é também conhecida como a lenda do machadinho das trevas.

Verdade ou mentira, poucos, depois de ouvirem, ficam sozinhos ou até mesmo em grupos nas florestas e matas fechadas, principalmente em acampamentos. Aliás, Crystal Lake era o lar de Jason, não era?

Fonte: Sobrenatural.Org
Sugestões da nossa loja oficial, a LojaSobrenatural.com.br
Comentários