13 de março de 2013

A Voz...


Por Alexys

Um casal resolve sair para comemorar o aniversário de casamento com um jantar a dois na cidade, deixando em casa um casal de filhos: ele com 14 e ela com apenas seis anos. Deixaram ao mais velho a incumbência de olhar a menor, pois provavelmente o casal iria após o jantar dar uma esticadinha pela cidade, de modo que o passeio não seria muito rápido.
Lá pelas 23:30h, a menina já estava dormindo como um anjinho. Então o filho mais velho, sem sono, de repente sente um calafrio percorrer todo o seu corpo, dando-lhe a desagradável sensação de que estava sendo observado por alguém. Nesse momento preocupa-se com a irmã, segue correndo até o quarto da menina, chega até a porta, entra, no entanto constata que a irmã estava tranquilamente "nos braços de Morfeu".

Então o garoto achando que está ouvindo coisas, liga o som da sala (a essa hora poucos programas da TV são suficientemente interessantes para se ver) para tentar "desestressar". Mas a tentativa não deu certo, levando a situação a piorar cada vez mais, pois num determinado momento, o garoto pegou no sono e escuta nitidamente uma voz, chamando-o pelo nome. Depois a mesma voz, para ele desconhecida, ordenou que ele se mantivesse com os olhos fechados ou teria a mais apavorante visão de sua vida.

Além da voz, o garoto sentia uma presença insuportavelmente macabra no lugar, que rodeava o sofá onde ele estava. A voz insistia em aterrorizá-lo ameaçando-o com a tétrica visão do que a tal "figura" seria caso ele abrisse os olhos.

O menino sentia que a "entidade ameaçadora", que era especificamente nem homem nem mulher, mesmo porque não se ouviam passos, mas sentia a sua presença variando a proximidade, como se ela rodeasse o cômodo da casa onde se situavam, sempre mandando-o não abrir os olhos.

Esse suplício durou cerca de trita a quarenta minutos (mas para um garoto de quatorze anos pareceu uma eternidade).

Curiosamente após a "presença" ir embora, seus pais retornaram da esticada que deram à cidade e deram de cara com o filho sentado no sofá  com as mãos cobrindo os olhos, soluçando de tanto chorar, morrendo de vergonha, sentindo-se covarde, sem coragem nem mesmo para explicar aos seus pais o porquê daquela cena lamentável que viram assim que entraram em casa.

Como constataram não ter ocorrido nada de errado com ninguém na casa naquele dia, todos foram se recolher para dormir, mas a partir daquele dia o menino só passou a dormir com um walkman ligado no som máximo até cair no sono, sem ter mais sido importunado pela "voz".

Uma outra situação, esta aliás aconteceu ( e ainda acontece várias vezes) comigo, é a de de repente, estou fazendo o que quer que seja, em casa , no trabalho, jogando basquete com a minha turma de amigos, enfim, estou distraído e ouço do nada uma voz, nítida, próxima a mim, me chamando. Nessas vezes, olho para todos os lados, tentando em vão identificar de onde vem essa voz, exceto é claro, quando estou em casa ou no trabalho, pois não faria muito sentido e me julgariam maluco.

Se bem que essa "presença" já foi relatada até mesmo na literatura fantástica do escritor Guy de Maupassant, que ele intitulou de "O Orla". Ele cita no livro, as desventuras de um nobre, que é atacado pela mesma presença que o garoto da estória acima passou. Curiosamente, a estória de Maupassant (escrita em 1887) ao final cita um caso parecido, ocorrido em São Paulo.

Fonte: Sobrenatural.Org
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