5 de janeiro de 2013

Vultos na janela como uma mensagem de morte



Por David Marcelo Zettel

Olá. Esta é a minha primeira contribuição para o site, acabei de me registrar, não procuro respostas, nem entender o ocorrido, pois acho que já entendi, porém, fatos assim não devem ser deixados de lado, sinto necessidade de compartilhar isto com outras pessoas, gostaria muito de ler os comentários, e se alguém já passou por algo parecido.

Sou uma pessoa bastante cética, apesar de acreditar. Moro em Curitiba, sou de religião católica, apesar de não acreditar na Igreja, acredito em seus ensinamentos, nunca lí a bíblia, acredito apenas que existe algo após a morte, acredito bastante no espírito e que as pessoas possuem uma alma ou espírito, e que esta, ao se libertar do corpo, pode ainda continuar presentes entre nós, ou que, de onde estejam, podem intervir ao nosso bem, de forma a iluminar nossos caminhos, não sou espírita também, mas acho que esse pensamento tem muito a ver com o espiritismo.


Sou uma pessoa bastante cética, nunca acreditei em contos de fantasmas, ou coisas do gênero, e pelo contrário, ao ouvir relatos de outras pessoas, acho que é ignorância.

O fato que vou relatar, ocorreu comigo há pouco mais de um mês (17-11-12).

No dia em questão, como é de costume, levantei-me por volta das 8 da manhã, coloquei água na chaleira e levei ao fogão, para fazer um café antes de sair de casa para o trabalho. Até que a água começasse a ferver, lavei o rosto, troquei de roupa, e em poucos minutos a água para o café começou a ferver, ao chegar em frente ao fogão, segurei a chaleira com a cabeça abaixada, olhando para o fogão, ao erguer a cabeça, olhei por um segundo para uma janela que existe atrás do fogão, nesse instante eu vi um vulto preto que seguia do meu lado esquerdo para o direito, indo em direção ao quarto. Olhei para trás nesse momento, e pela porta da sala, vi em um varal de roupa que existe em frente à minha casa, na varanda, uma toalha que esvoaçava com o vento, não dei nenhuma importância ao fato, e achei que o vulto era o reflexo dessa toalha.

Peguei o meu copo de café, e segui em direção à garagem, passando pela lateral da casa da minha mãe, e como moro na casa dos fundos a dela, meu carro fica estacionado em frente a sua casa, com o alarme. Destravei o carro e repousei o copo de café que estava nas mãos sobre o teto do carro, estava bem em frente ao quarto da minha mãe, mas como era bem cedo, mesmo sabendo que ela ainda estava dormindo, da mesma forma, que a vez anterior, eu estava olhando para dentro do carro, antes de entrar, e olhei para a janela do quarto, não havia ninguém na janela, a cortina estava fechada, e como a garagem é mais escura do que a parte externa da casa, pude ver novamente, um vulto, negro como uma sombra, passar atrás de mim, novamente, do lado esquerdo para o direito. Como a rua que eu moro, é uma rua sem saída, muitos vizinhos deixam os seus carros em frente a minha casa, e desta vez, achei que o vulto pudesse ser algum vizinho, que acabava de sair de algum desses carros, novamente olhei para trás, e não vi nada, mas de nenhuma forma, se fosse uma pessoa, daria tempo de sumir dessa forma.

Isso tudo ocorreu em frações de segundos, após este ocorrido, entrei em meu carro, e pensei, hoje vou bem devagar ao trabalho, (não que eu corra, além do mais, o trânsito nem permitiria correr), cuidando de tudo e de todos, para que não ocorra nenhum acidente, pois muitas vezes, o ocorrido, pode não ser exatamente com você, mas algum acidente em que possa vir a se envolver, mesmo não tendo culpa, é uma dor de cabeça, ainda pensei comigo mesmo, - Hoje o dia não vai prestar.

Era exatamente meio dia, eu tinha acabado de almoçar, e já não estava mais nem lembrando do ocorrido naquela manhã, quando o meu celular tocou, minha esposa me ligava, a princípio, não estranhei, pois ela sempre me liga a qualquer hora, ela estava ligando para me avisar, que meu tio, irmão da minha mãe, havia acabado de falecer.

De imediato, lembrei do fato ocorrido naquela manhã, peguei meu carro e sai do meu trabalho, eu estava indo para casa, para ver o que estava acontecendo, no caminho, meu cunhado me ligou, então perguntei a ele, em que hospital meu tio estava, eu sabia que ele sofria problemas cardíacos, então imaginei que havia se arruinado durante a noite e havia sido internado, ele me informou então, que ele não estava em nenhum hospital, e que havia acabado de falecer na rua, dirigindo seu carro.

Cheguei ao local onde ele estava, que fica há duas quadras da minha casa, e fiquei sabendo por meus parentes, que ele havia estado na casa da minha mãe, a manhã toda, havia tomado café da manhã lá, e estava muito feliz, pois estava indo para a chácara, local onde ele adorava passar os fins de semana, havia pego umas telhas, que eu tinha atrás da minha casa, disse que levaria para a chácara, para consertar os estragos de uma chuva de pedras, de uma semana antes. Minha vó, disse que ele havia chego em sua casa, (casa da minha mãe) uns cinco minutos depois que eu sai.

Ai eu me pergunto, seriam os vultos que eu ví, naquela manhã, a morte rondando a minha casa, como um agouro de morte para meu tio, ou seria um aviso, e será que havia alguma forma de avisá-lo.
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