16 de janeiro de 2013

Primeiras imagens de lula gigante no fundo do mar são captadas no Japão


As redes de TV  japonesa "NHK" e a americana "Discovery Channel" conseguiram gravar pela primeira vez nas profundezas marinhas a lula gigante, um dos animais mais misteriosos do mundo, informou nesta segunda-feira (7) a rede pública japonesa.

Uma equipe de ambas as televisões, com a colaboração de membros do Museu Nacional japonês de Ciência e Natureza, filmou o animal a cerca de 15 quilômetros a leste da ilha japonesa de Chichijima, a cerca de mil quilômetros ao sul de Tóquio.

Os membros da equipe usaram um submersível que captou as imagens no verão passado a uma profundidade de 630 metros, graças a uma câmera de alta definição.

O animal captado tem cerca de três metros de comprimento, embora não tenha seus dois tentáculos mais proeminentes, por isso que se acredita que originalmente podia medir oito ou nove metros.

No vídeo, que poderá ser visto no Japão no dia 13 de janeiro e posteriormente nos EUA em 27 de janeiro, o exemplar se alimentou de uma isca colocada pela equipe.

As imagens captam de perto os enormes olhos do animal e suas ventosas, de cerca de 5 centímetros de largura, segundo revelou a "NHK".

Acredita-se que o vídeo possa ajudar a mostrar comportamentos deste lendário animal, do qual até agora só existia gravações de exemplares capturados.

Com três corações, uma visão cem vezes mais potente que a do ser humano e um cérebro muito desenvolvido, este mítico gigante permaneceu até o momento oculto nos abismos marítimos.

Acredita-se que se trata do maior invertebrado do mundo, já que pode chegar a alcançar uma tonelada de peso e em torno de cerca de 20 metros de comprimento.

A lula gigante vive aparentemente em profundezas entre os 400 e os 1.500 metros sob a superfície do mar, onde a pressão é muito elevada e a luz do sol praticamente inexistente.

Lula gigante foi filmada por redes de TV no fundo do mar do Japão (Foto: NHK/Discovery Channel/AFP)

Imagem retirada de video mostra a lula gigante a cerca de 630 metros de profundidade perto das ilhas Ogasawara (Foto: NHK/Discovery Channel/AFP)

Vi enquanto assombrava o G1
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