22 de janeiro de 2013

Os Ratos de João


Por Vinicius

Bom pessoal, esse relato aconteceu a muitos anos atrás e estava esquecido em minha memoria. Como aconteceu algo muito estranho comigo ontem a noite (um relato que irei publicar logo logo), pensando muito no assunto, me lembrei desse fato.

Meu primo João morava em uma grande fazenda, sempre que vinha a cidade levava algum animal consigo. Uma vez, levou 2 ratos daqueles de laboratório. Eles cresceram e procriaram muito.

Certa vez, quando eu fui o visitar, ele havia construído um comodo, como um quarto, e criou um habitat para os bichos e os soltou lá, lembrando que eram mais de 60 ratos.

Na segunda noite em que eu estava lá, eu e João ficaríamos até tarde da noite, no telhado da casa observando as estrelas e as redondezas da fazenda. João acreditava que criaturas talvez magicas vivessem por ali, pois lá era um lugar magnifico, quem olha, até pensa em magia.

Já se passava das 2 da manhã e estávamos com sono, então resolvemos ir dormir. Poucos minutos se passavam que estávamos dentro da casa e ouvimos a porta do banheiro que ficava do lado de fora da casa se abrir, então resolvemos ir lá fecha-lo. Quando estávamos voltando a casa, escutamos um estrondo enorme e vimos um pedaço de madeira indo pelos ares, e caindo no chão. Os ratos que ficavam dentro do novo comodo, urravam de terror ou de dor, e era um som alto e pavoroso. Acordamos meu tio que estava a caminho da espingarda que ele possuía e minha tia estava dormindo e não conseguíamos acorda-la. Então ouvimos um uivo, muito alto. Senti os pelos de minha nuca se eriçarem e minha tia acordou na mesma hora. Silencio total, nem os ratos faziam barulho.

Resolvemos ficar todos onde estávamos até o amanhecer. De manhã, achamos a madeira que havia sido arrancada. Era uma porta, que havia sido arrancada com dobradiças e tudo. Estava toda arranhada profundamente e era a porta do comodo dos ratos. Fomos lá verificar, e não tinha sobrado um rato se quer, pelo menos não inteiro. Havia pedaços dos corpos dos bichos por toda parte, e sangue, muito sangue. Ao sairmos, encontramos um tufo de cabelos negros presos em um pedaço de madeira. Era muito escuro e grosso e cheirava mal.

Após algum tempo, eu e João saímos a procura de algo, mas nada encontramos. Então eu entendi o que João falava sobre haver criaturas misticas por ali, afinal, nós encontramos um lobisomem. Não podia ser um cão, pois arrancaram a porta e vimos que garras fizeram o estrago. O tufo de pelos podia ser de qualquer animal, mas sabíamos do que se tratava. E o uivo? No uivo, havia uma ponta de grito humano, o uivo era profundo, e se parecia com o grito de um homem.

Fonte: Sobrenatural.Org


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