22 de janeiro de 2013

O Vulto


Por Mary


Caros amigos, o caso que vou relatar agora, aconteceu comigo na adolescência, não me recordo bem a data, mas foi no ano de 1995, quando eu morava com meus avós. Era uma sexta-feira à tarde, se me recordo bem, por volta das 18 horas, pois já estava começando a anoitecer...

Cheguei em casa do meu curso, fui na cozinha preparar um sanduíche e em seguida fui tomar banho. Como não havia ninguém em casa, liguei o som no último volume e deixei a porta do banheiro aberta.

Enquanto tomava banho, eu cantava (e muito desafinado por sinal), quando de repente ouvi um estrondo. O som era semelhante a panelas caindo. Foi um barulho bem alto, tanto que ultrapassou o som da música que tocava e a minha cantoria.

Pensei que alguém tivesse chegado e estava mexendo no armário.

Ainda ensaboada, me enrolei na toalha e fui verificar o que estava acontecendo, mas quando cheguei na cozinha, não havia nada incomum, a não ser o fato de a porta do armário estar aberta... Fiquei meio encucada, pois não me lembrava de ter sequer mexido no armário, muito menos deixado a porta aberta., mas a princípio não liguei muito à questão. Fechei a porta do armário e voltei ao banho...

Liguei o chuveiro e continuei cantando, até que um 2º estrondo me interrompeu e me fez seguir novamente para a cozinha...

Chegando lá, me deparei com várias canecas de plástico no chão. Elas ficavam em um porta-canecas em cima do armário.

Não havia corrente de ar passando pela cozinha e aparentemente, nada que pudesse jogar o porta-canecas no chão. Comecei a me preocupar, mas eu precisava terminar meu banho.

Pela 3ª vez voltei para o banheiro, quando estava finalmente terminando, um 3º estrondo me fez estremecer e desta vez, o som parou de tocar sem mais nem menos.

Me vesti rapidamente e corri para a sala, ao olhar para o aparelho de som, notei que ele estava desligado.
Até tentei racionalizar, procurar uma lógica, pensei até mesmo em uma mosca ter pousado ou sei lá, qualquer outra hipótese. O detalhe é que, o aparelho de som era daqueles modelos antigos, o botão era duro, seria preciso uma força bem maior que a de um mosquito para apertá-lo fazendo desligar.

Comecei a ficar com medo e um vento frio passou por trás de mim me fazendo arrepiar até a cabeça.
Foi aí que senti que eu não estava sozinha, havia algo ou alguém a mais ali, dentro da casa.

Pensei em sair de casa, era só o tempo de calçar os sapatos, pentear os cabelos e trancar tudo, caminhei em direção ao meu quarto e vi um vulto escuro passar ao meu lado, como se tivesse correndo para o quarto. Continuei caminhando, tentando segurar o medo e só parei quando senti algo puxar a barra da minha blusa, como se quisesse me parar.

Nesse instante, não vi mais nada, só queria sair dali e foi o que eu fiz... saí correndo sem olhar para trás, fui para a casa da vizinha, que era muito minha amiga, cheguei descalça e descabelada, pois o pânico foi tão grande que não tive tempo para calçar os sapatos, pentear os cabelos e nem de trancar a casa. Fiquei preocupada e minha amiga se ofereceu para ir lá, lhe entreguei as chaves e ela chamou o irmão para ir junto. Eles entraram, olharam e não viram nada de anormal, fecharam a casa e saíram.

Até hoje não sei o que aconteceu ao certo. Meus amigos na época, alguns em tom de deboche, disseram se tratar de um caso de “Poltergeist”.

Voltei para casa mais tarde, quando todos já haviam chegado, estava tudo tranqüilo e eu estava mais calma, não quis relatar o ocorrido à minha família com receio de que eles não acreditassem e me chamassem de louca, na verdade, até eu mesma estava duvidando da minha sanidade mental e preferi tentar esquecer o acontecido.

Até que meses depois, em uma conversa com a minha avó, resolvi contar, foi então que ela revelou que meu avô, quando jovem, praticara muitos rituais de magia negra naquela casa, e que muitas coisas ruins aconteceram, inclusive, ele tinha o famoso livro de São Cipriano (livro este que minha avó fez questão de queimar por motivos que em outra oportunidade irei relatar), mas depois que meu avô abandonou a magia e se converteu ao Cristianismo, ela nunca mais presenciou fatos estranhos na casa.

E justamente o quarto que eu dormia, era o quarto onde ele, antigamente, guardava todo o material de magia, livros, velas, imagens etc...

Fiquei perplexa e comecei a entender os fenômenos e aparições, associando a algum espírito maligno que pudesse estar na casa, mas não sei por qual motivo só se manifestava para mim.

Depois aconteceram tantas outras coisas nessa casa, que só escrevendo outros relatos para contar.

Fonte: Sobrenatural.Org


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