24 de janeiro de 2013

Aviso da Própria Morte


Por José Roberto

Há pouco escrevi sobre meu pai (leia o relato) e agora me lembrei do acontecido nos dias que antecederam sua morte.

Ele foi um grande pai, soube ser amigo dos filhos, criou a mim e a meus dois irmãos e nos fez homens honestos e trabalhadores.

Fomos criados na periferia, em dois bairros violentos, desde criança vi drogas, armas, assassinatos, brigas. Mas pela orientação de meu pai, eu e meus irmãos nunca nos envolvemos com nada de errado. Ele era tido como homem sério, de bem por toda a vizinhança. Era líder na comunidade e respeitado por todos.

Mas tinha vários problemas de saúde, entre eles diabetes e um grave problema gástrico... Vez ou outra a úlcera no estômago sangrava e as consequências eram graves. Até que um dia a morte veio.


Durante o mês de dezembro de 1992, lutamos com a úlcera de meu pai até que veio a falecer no dia 28 de dezembro de 1992. Ele passou muito mal durante todo o mês, mas no sábado dia 27, por volta das três horas da tarde, ele teve uma pequena melhora. Chamou meus dois irmãos que estavam em casa e lhes deu orientações de como deveriam proceder após sua morte.

Orientou sobre os documentos da sepultura que a família tem no cemitério, orientou sobre como proceder no cartório pra registrar o óbito, recomendou que buscássemos ajuda num parente de sua confiança etc. Um de meus irmãos lhe disse:

- Pai, deixa disso! O senhor está doente, mas não vai morrer.

Então meu pai respondeu:

- Meus filhos, eu vou morrer amanhã de manhã, entre dez e onze horas. Fiquem preparados e não se assustem. Permaneçam unidos os três e cuidem de sua mãe.

Meu irmão mais novo falou:

- Da onde o senhor tirou essa idéia?

E ele respondeu:

- Esse rapaz ao seu lado acabou de me avisar. Ele veio me preparar. 

Meu irmão disse:

- Pai, só estamos nós três aqui, não tem mais ninguém.

E meu pai respondeu:

- Meu filho, você pode não estar vendo, mas tem um rapaz ao seu lado. Ele é loiro e está vestido de branco, foi ele quem me disse tudo isso, ele veio me avisar e preparar.

Bom, o que aconteceu foi que ao chegar em casa fiquei meio incomodado ao ouvir isso de meus irmãos.

Naquela noite não dormi, passei a noite meio assustado, deitado no chão da sala de casa.

Na manhã seguinte, meu pai acordou muito mal. Conduzimos ele pra Santa Casa de Misericórdia, fomos muito bem atendidos pela equipe de plantão, até porque já conheciam o paciente.

Meu pai morreu de parada cardio-circulatória, exatamente às 10h50 da manhã. Morreu segurando minha mão.

Tenham um bom dia. Fiquem com Deus.

Fonte: Sobrenatural.Org

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